O vice-presidente de comunicação do Botafogo social, Waldir Luiz, contou detalhes de uma conversa com o empresário de Marlon Freitas para defendê-lo da polêmica saída para o Palmeiras. Segundo o dirigente, o volante tentou permanecer em 2025, mas teria sido avisado pelo próprio John Textor, então dono da SAF, de que precisava ser negociado por questões financeiras.
"Eu respeito muito o torcedor, mas vou discordar ao mesmo tempo. Acho que ele (Marlon) não merecia isso. Textor ligou falando que 'tem uma proposta do Palmeiras'. E ele falou o seguinte: 'eu quero ouvir a proposta do Botafogo'. Textor falou 'não tem dinheiro, você tem que aceitar a proposta do Palmeiras'", contou em entrevista ao canal Brabo TV.
Waldir Luiz ainda lembrou a saída de outros jogadores campeões da Libertadores e do Brasileirão de 2024, que também precisaram sair em 2025. E mais uma vez defendeu Marlon Freitas da revolta dos torcedores do Botafogo.
"As pessoas botaram na conta (do Marlon Freitas), mas não sabem da história que esse senhor (Textor) queria dinheiro. O Botafogo vendeu Jair, Igor Jesus, não entrou nada no cofre do Botafogo. O Textor não deixou nem o Botafogo fazer proposta para o Marlon Freitas continuar. Isso aí ele não vem a público para falar. Quem me relatou foram Marlon Freitas e procurador dele", completou.
Marlon Freitas, de ídolo a defenestrado no Botafogo
Por causa da troca para o Palmeiras, o volante caiu em desgraça com os alvinegros. Uma das primeiras atitudes da torcida foi trocar a imagem do jogador na faixa dos ídolos pelo ex-goleiro Jefferson.
Para concluir a negociação, a SAF do Botafogo aceitou receber 5,4 milhões de euros (cerca de R$ 34,7 milhões à época), que serão pagas em parcelar até novembro de 2027. Ao se despedir, o jogador chegou a citar um fim do ciclo e a questão financeira também.
"É uma grande oportunidade na minha carreira e também para a minha família. Entendemos que era o fim de um ciclo vitorioso, de muita luta e resiliência também. Não foi fácil, pela história e por tudo que foi feito. Mas temos que entender que tudo tem um começo, meio e fim", disse em janeiro de 2025.
A relação azedou de vez quando Marlon Freitas disse em entrevista que a conquista do Campeonato Paulista pelo Palmeiras era o maior título da sua carreira, assim como 2026 estava sendo o seu melhor ano. Devido à repercussão negativa, ele pediu desculpas aos botafoguenses.
Entretanto, o estrago na imagem já estava feito. No primeiro jogo dele no Rio, a torcida não o perdoou e levou ao Nilton Santos o bandeirão com o rosto do volante e o nome 'Judas', para depois rasgá-la.





