Confirmação dos Voos de Moraes
O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou voos em um jatinho operado por uma empresa vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Esta informação foi divulgada em nota no último domingo, 20 de setembro de 2026.
A nota esclareceu que o escritório, que conta com Viviane de Moraes, esposa do ministro, entre seus sócios, contrata serviços de táxi aéreo e a Prime Aviation é listada como uma das empresas utilizadas. Segundo Barci de Moraes, não houve a presença de Vorcaro ou de qualquer outro indivíduo não associado ao escritório durante os voos.
Notas Anteriores e Negativas
Em março deste ano, o gabinete de Moraes emitiu uma nota categoricamente negando o uso de aeronaves ligadas a Vorcaro, após uma matéria do jornal Folha de S. Paulo relatar a realização de pelo menos oito voos do ministro em aviões associados ao ex-banqueiro. Na época, o texto afirmava que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas” e que Moraes “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”.
Vídeos e Revelações Recentes
Recentemente, o site O Globo publicou um vídeo mostrando Moraes e sua esposa desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após um voo de jatinho, ocorrido em 22 de agosto de 2025. Este registro indica que a aeronave, um Legacy 650, era de propriedade de uma empresa de Vorcaro.
Em resposta a esses acontecimentos, o escritório destacou que a escolha de aeronaves é feita com base em critérios operacionais, e não existem vínculos pessoais com os proprietários. Eles também afirmaram que não possuem contratos com a Prime Aviation relacionados a serviços advocatícios.
Contratos em Questão
Adicionalmente, relatos da Polícia Federal indicaram que um contrato de R$ 50 milhões teria sido assinado entre o escritório e a Viking Participações, representada por Vorcaro, em 12 de maio de 2025, prevendo três anos de serviços. Em 19 de maio, um acordo foi feito para definir como os honorários seriam quitados, incluindo participações em empresas de aviação.
O contrato inicial, assinado em janeiro de 2024 com o Banco Master, estabelecia um pagamento de R$ 131 milhões, caso todas as parcelas fossem cumpridas. Moraes, em defesa ao STF, reiterou que não há um segundo contrato ou vínculos com Vorcaro ou sua empresa.




