Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram os deputados federais mais bem votados em 2026, com mais de 3 milhões de votos cada um. Na avaliação do head de análise política da Atlas/Intel, Yuri Sanches, a votação expressiva dos dois candidatos confirma uma tendência mais conservadora no eleitorado jovem.
“Pesquisas que a gente fez há menos de um ano atrás indicam justamente que o perfil do jovem que está entrando na vida política é um jovem que tem um perfil de tendência mais conservadora”, afirmou Sanches em entrevista ao WW deste domingo (4).
Segundo ele, esse perfil impacta também na comunicação política, sobre quem se comunica com esse eleitor e quem se propõe a fazer política para ele.
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Sanches apontou que, além de Pavanato e Nikolas, outro político que está ligado a essa fatia do eleitorado é Renan Santos, que disputou a presidência pelo Missão.
Esse cenário teria impulsionado, ainda no início do ano, mobilizações de expoentes do bolsonarismo, como o próprio Flávio Bolsonaro (PL), para incentivar os jovens a tirarem o título de eleitor e irem às urnas. “Entendendo que houve uma espécie de mudança nesse eleitor”, segundo Sanches.
Segundo o analista da Atlas/Intel, o conservadorismo observado entre os jovens não é necessariamente bolsonarista. “É uma posição de certa rejeição ao sistema político”, afirmou.
Sanches explicou que boa parte da vida adulta desses jovens foi marcada por uma intensa polarização política, ideológica e partidária, o que gerou um cansaço em relação às opções disponíveis.
“As candidaturas mais oposicionistas têm tido mais sucesso nessas estratégias em entender esse novo ambiente”, afirmou.





