O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (19) sua intenção de se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un. Durante a coletiva, Trump destacou que a Coreia do Norte possui atualmente 57 armas nucleares, que descreveu como “muito poderosas”.
Esse comunicado surge em um contexto tenso, onde Trump instruiu oficiais do Pentágono a reduzirem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Ele argumentou que tais manobras enviam uma mensagem inadequada e hostil a Pyongyang, um país que, segundo Trump, se comportou de forma respeitosa durante seu mandato.
As relações entre Trump e Kim já passaram por diversas reviravoltas. Kim uma vez descreveu Trump como “um velho americano mentalmente perturbado” e lembrou-lhe que tinha um “botão nuclear” à sua disposição. O pico de suas interações ocorreu em 2018 e 2019, quando se encontraram em cúpulas que buscavam desnuclearização e paz na península coreana. Em uma dessas ocasiões, Trump se tornou o primeiro presidente americano em exercício a cruzar a linha para o território norte-coreano.
Após o anúncio de Trump, a Coreia do Sul imediatamente voltou a realizar exercícios militares, reafirmando a necessidade de manter sua prontidão. A Coreia do Norte, por sua vez, condenou os exercícios, considerando-os provocativos.
“Conheço muito bem Kim Jong-un, e ele estará bem contanto que tenhamos um presidente inteligente”, afirmou Trump a repórteres. Ele enfatizou a importância de sua relação com o líder norte-coreano, algo que acredita ser positivo. Além disso, declarou: “Eles nunca deveriam ter permitido isso. Se eu fosse presidente, eu não teria permitido. Mas ele as tem.”
O número exato de armas nucleares da Coreia do Norte tem sido objeto de debate entre especialistas. Um relatório recente do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo sugere que a Coreia do Norte pode ter montado cerca de 60 ogivas nucleares e possui material físsil suficiente para produzir mais 30. Essas estimativas refletem a preocupação contínua da comunidade internacional com o programa nuclear da nação asiática.





