Todos os dias eu me arrumo como se fosse o meu último dia na Terra. Coloco meu melhor vestido, minhas bijuterias preferidas, um salto elegante, faço uma maquiagem impecável e escovo o cabelo. Borrifo meu melhor perfume e me olho no espelho. Faço meu vídeo diário de “bom dia” e posto com o coração transbordando amor. Faço isso porque sei que, um dia, eu vou sair por aquela porta e não vou retornar. E quero que meus filhos e amigos se lembrem da minha alegria, da minha energia e da minha sede de viver.
A vida é imprevisível. Um dia, a gente simplesmente parte e deixa o livro pela metade na cabeceira, a série favorita sem o último episódio e o café esfriando na xícara. Mas o mais doloroso não é o que fica inacabado no mundo material; é o amor que deixamos de entregar. Quantos “eu te amo” ficaram presos na garganta? Quantos abraços apertados adiamos por causa da pressa? Quantas visitas aos pais e encontros com amigos deixamos “para a semana que vem”?
Adiamos a felicidade como se o tempo fosse infinito, mas a verdade é que todos nós vivemos em ordem decrescente. Uma pessoa que descobre uma doença grave passa a viver cada segundo com uma fome voraz de existir, porque entende que o tempo acabou. Por que precisamos esperar a dor para aprender a dar valor?
Não espere para amar. Não deixe para amanhã aquele abraço, aquele reencontro ou aquele sonho antigo. A verdadeira magia da vida está no presente: seja viajando para o lugar dos seus sonhos ou saboreando um pão na chapa com pingado na padaria da esquina. Transforme o comum em inesquecível. Viva hoje, ame hoje, declare-se hoje. Porque o amanhã é apenas uma promessa que pode não se cumprir.
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Sobre a Autora: Eu, Sandra Campos, perdi meu filho de 24 anos para o suicídio. Transformei a dor em propósito e hoje sou ativista pela vida no projeto “Não te julgo, te ajudo!”, oferecendo acolhimento e escuta amiga. Não passe por esse peso sozinho. WhatsApp: (11) 94813-7799 | Instagram: @sandracamposa_





