Política

Policial que prendeu Lula é convocado pela PF sobre ‘pixuleco’

Convocação e Contexto

A Polícia Federal intimou o policial federal Danilo Campetti para prestar esclarecimentos na próxima terça-feira, dia 25. O objetivo é investigar sua possível participação em um ato na Avenida Paulista, em que um boneco inflável do presidente Lula, vestido de presidiário, foi utilizado. Campetti, que atualmente é candidato a deputado estadual pelo Republicanos, já foi um dos responsáveis pela prisão de Lula em abril de 2018.

Como especialista em escolta de autoridades, Campetti esteve envolvido em eventos controversos em sua carreira, incluindo a condução coercitiva de Lula em março de 2016.

Após a prisão de Lula, ele tornou-se próximo do então candidato Jair Bolsonaro, ocupando cargos importantes na administração pública.

Histórico Político e Controvérsias

Em 2018, Campetti passou a escoltar Bolsonaro e, após a eleição, foi nomeado para diversas funções federais. Durante a campanha para deputado estadual, sua imagem com Lula foi amplamente utilizada. Embora não tenha sido eleito, ele foi convidado a atuar como assessor especial do governador Tarcísio de Freitas.

Contudo, sua trajetória não foi isenta de polêmicas, incluindo sua ligação com um tiroteio em Paraisópolis, que resultou na morte de uma pessoa.

A situação se complicou em junho de 2023, quando a PF pediu o retorno de Campetti e uma investigação foi aberta sobre o tiroteio. Ele acabou suspenso por 180 dias, mas retornou à Alesp, onde assumiu o cargo de deputado estadual em junho de 2024.

Resposta de Campetti e Esclarecimentos da PF

A recente convocação da PF está relacionada a postagens em redes sociais que mostram Campetti com o boneco inflável em um ato político em 1º de março de 2026. Apesar das alegações, Campetti nega qualquer envolvimento, afirmando que a responsabilidade é de terceiros e que não organizou os eventos.

Ele argumenta que a abertura de uma investigação seria ilegal, já que procedimentos desse tipo devem ser iniciados apenas por Lula ou pelo ministro da Justiça.

Para esclarecer, a PF informou que não há investigação criminal contra ele, mas apenas um procedimento administrativo para apurar os fatos. A Secom e o Ministério da Justiça ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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