Aprovação da Medida Provisória
Na última quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a Câmara dos Deputados realizou a votação simbólica da medida provisória que elimina a conhecida taxa das blusinhas. Essa taxa correspondia a um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais com valor inferior a US$ 50. Agora, a MP segue para o Senado, onde poderá ser apreciada ainda hoje.
Impactos Econômicos e Avaliações Regulares
A medida aprovada não é apenas uma revogação de uma taxa controversa, mas também inclui um mecanismo para avaliar seus impactos econômicos sobre os setores produtivos do Brasil.
De acordo com as definições, a primeira avaliação ocorrerá após três meses de vigência e, em seguida, a cada semestre.
O intuito dessa avaliação é monitorar como a isenção afeta o emprego, a renda e a arrecadação federal, além de observar a competitividade da indústria e do comércio varejista. O Congresso, por sua vez, deverá reavaliar o fim da taxa anualmente, com dados fornecidos pela Fazenda até o dia 30 de abril.
Novas Competências do Ministério da Fazenda
Caberá ao ministro da Fazenda a responsabilidade de modificar as alíquotas do imposto de importação para remessas postais internacionais.
Isso inclui, potencialmente, a redução a zero das taxas para compras que se enquadrem nos limites estabelecidos.
Entretanto, o ICMS, um imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente, e a sua isenção dependerá de decisões dos governos estaduais.
Acordo Político e Contexto
O desdobramento desta MP ocorreu após um acordo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O compromisso de revogar a taxa das blusinhas ganhou relevância por ser uma demanda popular, especialmente à luz das próximas eleições e da busca de Lula por um quarto mandato.
Em 2024, a criação da taxa gerou incômodo entre os consumidores brasileiros, que acreditavam que ela encareceria produtos de baixo custo em plataformas internacionais. Além disso, o setor varejista local expressou preocupações, argumentando que a isenção favoritaria produtos importados, agravando a concorrência desleal com o comércio nacional.
A medida parece ser um reflexo das tentativas do governo de alinhar suas políticas com os anseios da população, buscando um equilíbrio entre fomentar o comércio interno e não sufocar o bolso dos consumidores brasileiros.





