Iniciativa de Trump para recuperar a indústria do entretenimento
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ambicioso plano para a criação de um programa federal de incentivos fiscais, com o intuito de trazer de volta ao país produções de cinema e televisão que, nos últimos anos, migraram para locais com benefícios fiscais mais atrativos. A proposta, que foi destacada pelo republicano em suas redes sociais, precisa passar pela aprovação do Congresso americano.
Em uma publicação na Truth Social, Trump pediu aos parlamentares que aprovem, com urgência, um incentivo federal destinado à produção audiovisual. Segundo ele, essa medida teria um papel crucial na recuperação de empregos na indústria do entretenimento americana.
Apoio de sindicatos e celebridades
A proposta ganhou respaldo significativo de poderosos sindicatos do setor audiovisual, incluindo o SAG-AFTRA, que representa atores e outros profissionais do ramo, a IATSE, composta por trabalhadores dos bastidores, e o Teamsters Local 399, que congrega quase 6,5 mil profissionais da indústria cinematográfica na Califórnia e no Novo México.
Sean Astin, famoso ator conhecido por suas atuações em “O Senhor dos Anéis” e “Stranger Things”, e atualmente presidente do SAG-AFTRA, expressou apoio à iniciativa, ressaltando que a criação de incentivos fiscais é uma necessidade premente para a indústria americana.
Detalhes e impactos da proposta
Apesar do entusiasmo em torno da proposta, ainda não foram revelados detalhes específicos sobre como funcionará o benefício, os valores envolvidos ou as produções que se qualificariam para receber o incentivo. As discussões sobre essa proposta já estão em curso há algum tempo e têm atraído a atenção de diversas figuras políticas de diferentes vertentes.
Jon Voight, ator nomeado por Trump como emissário especial em Hollywood, está entre os responsáveis por dialogar com sindicatos para otimizar o projeto. Surpreendentemente, a proposta também conta com apoio de alguns democratas, como o senador Adam Schiff da Califórnia, que defende a adoção de incentivos federais para o setor audiovisual.
Concorrência global por produções
A tentativa de revigorar as filmagens nos Estados Unidos ocorre em um contexto de crescente competição entre regiões do mundo para atrair grandes produções. Estados americanos e países estrangeiros têm oferecido vantajosos benefícios fiscais para seduzir estúdios a escolherem seus territórios para gravações.
Recentemente, a Califórnia, o berço de Hollywood, ampliou seu programa de incentivos para a produção audiovisual, elevando o limite de US$ 330 milhões para US$ 750 milhões no último ano fiscal, refletindo a necessidade de permanecer competitiva.
Comparações internacionais e o futuro da proposta
Trump já havia manifestado sua preocupação com a perda da produção cinematográfica para o exterior, tendo, em 2025, anunciado uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora do país, embora essa proposta não tenha avançado devido à sua inviabilidade prática.
A proposta de incentivo fiscal de Trump também se assemelha a mecanismos de apoio cultural existentes em países como o Brasil, que conta com a famosa Lei Rouanet, onde empresas podem destinar parte de seu Imposto de Renda a projetos culturais, dentro das diretrizes da legislação vigente.
Atualmente, a proposta de Trump permanece em fase de discussão e requer o aval do Congresso antes de se transformar em uma política federal. O objetivo final é empregar benefícios fiscais para estimular a produção dentro dos Estados Unidos e, consequentemente, restaurar empregos na esfera do cinema e da televisão.




