O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), intensificou suas críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante uma manifestação na Avenida Paulista, realizada nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026.
No evento, que teve como principal lema “Fora, Lula. Fora, Moraes”, Flávio declarou sua intenção de extinguir o que chamou de “consórcio de Lula com Moraes” caso seja eleito. O ato reuniu apoiadores da direita, que se vestiram com camisetas nas cores da bandeira brasileira e brandiram bandeiras do país em apoio ao discurso.
O senador Flávio Bolsonaro utilizou a plateia entusiástica para reforçar seu apelo pelo impeachment de Moraes. Ele afirmou: “Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”. Essa declaração reflete a crescente insatisfação de setores da direita em relação à atuação do ministro, que tem sido um alvo frequente de críticas devido a decisões polêmicas.
Durante seu discurso, Flávio reafirmou seu compromisso de nomear cinco novos ministros ao STF se for eleito, propondo que os indicados sejam alinhados a valores conservadores, como a oposição ao aborto, ao uso de drogas e à ideologia de gênero nas escolas. Ele argumentou que as aposentadorias obrigatórias de três ministros até 2031 e a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que permanece sem indicação, proporcionariam uma janela de oportunidades para sua proposta.
Mais adiante, o candidato associou diretamente a figura do atual presidente, que busca reeleição, à de Moraes. “Quem vota em Lula está apoiando Alexandre de Moraes”, disse ele, insinuando que a reeleição do ex-presidente comprometeria a independência e a credibilidade do Judiciário brasileiro.
Flávio Bolsonaro também abordou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que Moraes foi o relator da ação que resultou na condenação de Bolsonaro e se tornou um dos principais alvos do bolsonarismo. O discurso incluiu promessas de que um futuro governo com Flávio à frente traria prosperidade e melhorias para o Nordeste, um estado fortemente afetado pelas políticas públicas atuais.
A manifestação ocorreu em um contexto de crescente mobilização de atos da direita em todo o Brasil, que pedem a saída de Alexandre de Moraes do STF. A onda de manifestações se intensificou após a decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo de documentos relacionados ao escândalo do Banco Master, revelando comunicações preocupantes entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Com promessas de um Brasil mais unido sob sua liderança, Flávio concluiu: “O Brasil vai olhar para a frente, vai prosperar. Nossos irmãos nordestinos vão parar de ser enganados e usados por um governo que só leva violência para o Nordeste”. Com isso, ele se despediu de seu público, energizando a multidão e promovendo um clima de expectativa para o pleito que se aproxima.





