Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, recentemente questionou a operação realizada pela Polícia Federal, que ocorreu no dia 10 de setembro de 2026, relacionada ao caso Dark Horse. Em uma declaração ofensiva, ele minimizou o impacto da ação e classificou-a como uma cortina de fumaça, afirmando que não iria alterar o cenário eleitoral existente. Para Cavalcante, a operação, que teve como alvos figuras ligadas ao senador Flávio Bolsonaro, foi motivada por razões políticas e não por delitos efetivos.
A operação foi ordenada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, e envolve investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que se inspira na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O grande foco dessa apuração intensifica ainda mais a polarização política no país, levando a reações adversas por parte do PL e de seus apoiadores, que se sentiram atacados por conta das alegações de perseguição política.
Cavalcante, juntamente com outros líderes do PL, sustentou que as ações da Polícia Federal não passam de uma tentativa de controle político. Essa narrativa de perseguição foi amplamente disseminada entre os apoiadores do partido nas redes sociais. Como analista de política, Pedro Venceslau observa que este discurso se tornou um ponto unificador entre os bolsonaristas, que utilizam palavras e argumentos variados, mas convergem na ideia de que estão sendo alvo de injustiças.
Nas redes sociais, alguns foram além e se referiram ao ministro Flávio Dino como um “comunista”, aludindo à sua antiga ligação com o PCdoB e à sua participação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha de palavras evidencia a tentativa do PL de moldar uma narrativa de vitimização e resistência dentro de um clima político já tenso.
Outro personagem que se destacou na polêmica foi o advogado Fábio Wajngarten, próximo à família Bolsonaro e ex-integrante da Secretaria de Comunicação do governo anterior. Wajngarten se manifestou publicamente sobre a empresária Karina Gama, que supostamente estaria sendo pressionada a delatar. Ele alegou que Gama não havia cometido irregularidades e que estava recebendo ameaças e chantagens. Essa situação se aprofundou quando se tornou público que Gama registrou uma denúncia em cartório, alegando pressão por parte da Polícia Federal.
Além disso, Wajngarten lançou críticas à forma como as operações estão sendo utilizadas, insinuando que elas se tornaram instrumentos de campanha política. A partir dessa perspectiva, muitos deputados do PL seguiram a tendência do discurso de retaliação política, reforçando a ideia de que a operação não influenciará os resultados eleitorais e que, ao contrário, poderia beneficiar Flávio Bolsonaro diante de uma narrativa midiática negativa em relação ao governo atual de Lula.
Cavalcante ressaltou que “o vento” está soprando favoravelmente para o senador, corroborando os sentimentos de confiança e resiliência da base bolsonarista nesse período conturbado. Essa situação alerta para a contínua batalha entre os interesses políticos em meio a um cenário eleitoral já marcado por polarizações acentuadas.





