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Justiça torna réu homem por feminicídio em Belo Horizonte

Denúncia aceita e início do processo

A juíza do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte aceitou a denúncia contra Adalton Martins Gomes, acusado de assassinar sua namorada, Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, por asfixia. O crime ocorreu em 9 de fevereiro de 2026, no apartamento da jovem localizado na Savassi, Centro-Sul da capital mineira.

O suspeito tentava simular um suicídio para esconder a verdadeira natureza do crime.

As investigações revelaram que Giovanna, estudante de Psicologia e Gestão em Saúde, foi encontrada morta em uma cena inicialmente interpretada como suicídio.

A polícia identificou sinais de asfixia mecânica, alterando assim o caso de suicídio para feminicídio. Após uma autópsia detalhada, foi constatado que a jovem tinha marcas na boca e indícios de sufocação, conforme um laudo médico.

Reações e investigações

Segundo os relatores do caso, Adalton teria se mudado para o apartamento de Giovanna logo após o início do relacionamento. Amigos e familiares denunciaram que a jovem, após o início do namoro, começou a se afastar de seu círculo social e mudou seu comportamento, indicando um possível controle por parte do suspeito.

Após a morte de Giovanna, Adalton permaneceu no apartamento dela e tentou impedir a entrada da mãe da vítima.

No dia do sepultamento, ele solicitou o reconhecimento de união estável para manter a posse do imóvel.

Durante as investigações, a polícia analisou câmeras de segurança que mostraram o acusado saindo do prédio horas depois do crime. Adalton também tinha histórico de relatórios de violência psicológica e conflitos com vizinhos, além de um registro de importunação sexual.

A Justiça agora exige que o réu apresente sua defesa no prazo de dez dias. Sua prisão temporária foi cumprida em 15 de maio e convertida em preventiva em 26 de junho. O espaço permanece aberto para que a defesa do acusado se manifeste.

Um caso emblemático

Este caso reforça a importante discussão sobre a violência contra a mulher e a necessidade de medidas efetivas para prevenir e punir crimes de feminicídio. Em um país com altas taxas de violência doméstica, a tragédia de Giovanna serve como um triste lembrete da urgência da proteção das vítimas e do fortalecimento das leis que combatem a violência de gênero.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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