A arte da coquetelaria carioca em destaque
Os bartenders do Rio de Janeiro têm se destacado pela inovação e pela qualidade em suas criações, conquistando prêmios em competição de renome nacional. Em 2026, três grandes concursos de coquetelaria reconheceram a habilidade e criatividade dos profissionais da cidade, trazendo mais um brinde à excelência local.
No World Class, promovido pela Diageo, o campeão brasileiro Michell Agues, co-fundador da Bar Skull, foi aplaudido por sua performance técnica e criativa. Formado por uma série de desafios que testam os limites da habilidade dos participantes, o evento exigiu que Agues harmonizasse uma bebida com prato sofisticado e apresentasse cinco coquetéis em um tempo recorde.
Por outro lado, Cassiano Melo, do Spirit Copa Bar, celebrou sua vitória na Campari Bartender Competition com um drinque único, o “cíclico”, que homenageia as frutas nativas brasileiras ao trazer o cambuci e a cachaça em harmonia.
O impacto deste drinque em competições latino-americanas consolidou ainda mais a reputação da coquetelaria carioca.
Gean Carlos, do Suru Bar, também trouxe sua contribuição ao vencer a Monin Cup nacional com uma invenção sem álcool que utilizou milho em diversas formas, destacando a conexão cultural que os bartenders buscam em suas criações.
“Nossa inventividade traz personalidade para as bebidas. Cada drinque carrega a história e a essência do Rio”, pontua Melo, refletindo sobre a nova onda de coquetelaria que prioriza ingredientes locais e receitas autorais.
Um panorama sobre a evolução da coquetelaria no Rio
A década de 2000 marcou o início de um movimento de revitalização nas coquetelarias do Rio, afastando-se das bebidas adocicadas típicas das baladas e dando lugar a uma nova era, focada em coquetéis clássicos e receitas autorais com uma abordagem mais técnica.
Profissionais como Alex Mesquita e Walter Garin foram fundamentais na evolução do paladar dos clientes, ajudando a elevar os padrões das bebidas servidas na cidade. Com regulamentações rigorosas e exigências de apresentação, os bartenders têm que dominar tanto o sabor quanto a estética em seus preparos.
Os campeonatos se tornaram um impulso não apenas para a técnica, mas também para a criatividade.
Agues, por exemplo, levou ingredientes de alta qualidade para o mundial, destacando a pressão que os bartenders enfrentam para criar coquetéis que impressionem.
O futuro da coquetelaria carioca
Para aqueles que desejam mergulhar no mundo dos drinques, diversas escolas em todo o Rio oferecem cursos com formação de alta qualidade. O Bar Skull, por exemplo, ministra aulas que abrangem tanto a mixologia quanto a hospitalidade.
Com a abertura do novo bar de Michell Agues, o Moringa, na Lapa, em novembro, os criadores prometem traduzir sua experiência em competições em receitas acessíveis, custando entre 35 e 45 reais.
A visibilidade da coquetelaria brasileira vem crescendo, mas desafios permanecem. “Nosso talento é inegável, mas o acesso a oportunidades de intercâmbio e aprendizado no exterior ainda é limitado”, enfatiza Carlos, mostrando que a valorização do talento local é essencial.
Portanto, brindar ao carioca é o convite que fica na próxima rodada de criações.


