O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, fez um apelo ao governo dos Estados Unidos, especificamente ao presidente Donald Trump, solicitando a suspensão temporária de tarifas sobre produtos colombianos. Esta medida é proposta como uma forma de auxiliar a recuperação do país após um poderoso terremoto de magnitude 7,4 que afetou a região de Cali, deixando um trágico resultado de ao menos 289 vítimas fatais.
O exigente pedido foi feito durante uma conversa entre os líderes na noite de sábado (15), onde De la Espriella expressou sua preocupação com os impactos severos que o desastre natural teve sobre a economia local. Em uma publicação nas redes sociais, ele manifestou gratidão a Trump pela ajuda humanitária já enviada aos colombianos.
O Departamento de Estado dos EUA não se fez de rogado, já disponibilizando uma quantia de US$ 26,5 milhões em assistência, que inclui alimentos, abrigos e suprimentos médicos para os afetados.
Enquanto isso, a administração Trump ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de suspensão das tarifas, o que gera expectativa na esfera econômica e política da Colômbia.
De la Espriella, que tomou posse poucos dias antes do terremoto, tem se posicionado como um aliado do presidente americano. Seu vínculo com Trump foi crucial durante o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, realizado em 21 de junho, e a aproximação com os EUA tem sido uma constante em sua gestão.
O tremor devastador ocorreu na manhã de segunda-feira e causou estragos em cidades como Pereira, Cali e Quibdó, com a costa do Pacífico sendo a mais afetada. O epicentro foi localizado em Chocó, uma das áreas mais carentes do país, e um estado de desastre natural foi declarado.
Até o momento, as autoridades reportam 143 pessoas desaparecidas, embora estimativas de organizações independentes sugiram que esse número possa ser ainda maior.
Na cidade de Cali, onde a busca por mais de 70 desaparecidos continua, as equipes de resgate perseveram apesar de a janela crítica para encontrar sobreviventes ter se encerrado. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, se mantém otimista, afirmando que “milagres acontecem” e que os esforços não cessarão enquanto houver esperança de resgatar vidas.
O governo colombiano enfrenta um desafio colossal para reerguer o país após essa calamidade, enquanto a comunidade internacional observa atentamente as suas próximas ações.


