Ação da Oposição e Busca por Assinaturas
A oposição aprofundou sua investigação em torno de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o senador Carlos Viana, do PSD-MG, que presidiu a CPMI do INSS, começou a coletar assinaturas de deputados e senadores visando abrir uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o filho do presidente.
O senador também solicitou ao ministro André Mendonça, do STF, o aprofundamento das investigações e a preservação de provas digitais, reforçando a seriedade da solicitação.
A iniciativa ocorre em um momento crucial, onde a figura de Lulinha começa a influenciar a corrida presidencial, especialmente após a queda de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro nas pesquisas.
Contexto Político: A Queda de Popularidade
A movimentação da oposição surge em contraste ao período em que o caso Dark Horse, que envolveu Flávio, beneficiou Lula nas sondagens. Especialistas apontam que o eleitor indeciso, frequentemente influenciado por denúncias, poderá ser o fator decisivo nas eleições de outubro, tornando cada novo desdobramento do caso Lulinha ainda mais relevante.
Não é a primeira vez que a oposição tenta investigar Lulinha. Em março, um relatório da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, sugeriu o indiciamento de Lulinha, mas a proposta foi rejeitada. Agora, Viana se concentra na possível intermediação de Lulinha em interesses privados junto a órgãos do Executivo, focando em casos envolvendo medicamentos à base de canabidiol e figuras controversas como a lobista Roberta Luchsinger.
Justificativas e Requisitos para a CPMI
No requerimento, Viana demanda esclarecimentos sobre pagamentos ou promessas de vantagens que possam ter sido feitos por Lulinha, além de investigar quais autoridades ou órgãos foram abordados e se houve uso impróprio de conexões pessoais em favor de interesses privados. Para instaurar a CPMI, são exigidas pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. A decisão final sobre a abertura do inquérito cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Em paralelo, o senador enviou uma representação ao STF, detalhando informações da revista Veja sobre fontes de inquérito sigiloso da Polícia Federal. O pedido inclui a conservação de arquivos, imagens e metadados relacionados à investigação, diante de alegações de que mensagens de Lulinha foram apagadas e posteriormente recuperadas.
Atualmente, Lulinha enfrenta três inquéritos que investigam possíveis esquemas de favorecimento a empresas, com foco no Ministério da Saúde e em órgãos federais como a Dataprev.
A defesa do filho do presidente mantém que não há irregularidades, criticando ainda o que considera vazamentos seletivos das investigações.





