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Lula busca apoio para concluir submarino nuclear que reforça soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, São Paulo, fez uma declaração essencial sobre a importância do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. Ele afirmou que o governo está comprometido em encontrar os recursos necessários para finalizar este projeto estratégico, o que, segundo ele, é fundamental para a soberania do Brasil.

“Nós vamos arrumar os recursos para que a gente termine de uma vez por todas esse submarino”, declarou Lula. Ele enfatizou que a construção deste submarino não só representa um avanço tecnológico, mas também pode gerar emprego e fomentar o desenvolvimento tecnológico no Brasil.

O submarino, parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), foi criado em 2008 durante o mandato de Lula e envolve uma parceria com a França.

O projeto inclui a construção de quatro submarinos convencionais da classe Riachuelo e o primeiro submarino nuclear brasileiro, denominado Álvaro Alberto. As sucessivas mudanças de cronograma e a falta de continuidade na alocação de recursos têm dificultado a execução do plano, que visa colocar o Brasil em um grupo seleto de nações que dominam essa tecnologia militar.

Até agora, conforme relatórios da Marinha, o progresso físico da construção do submarino nuclear alcançou apenas 9,24%, com previsões de concluí-lo em 2037. A atribuição dos atrasos incluem as restrições orçamentárias e a complexidade do projeto.

Lula criticou a aplicação irregular de recursos ao longo dos anos, que resultou em um impacto devastador nos projetos estratégicos de defesa.

Ele observou que a dependência do Orçamento da União, muitas vezes sujeito a contingenciamentos, inviabiliza planejamento a longo prazo.

“Na hora que a gente fica dependendo do Orçamento da União, o orçamento às vezes tem que ser contingenciado. Muitas vezes você um ano tem dois, no outro tem um e em outro não tem nada”, refletiu o presidente, sublinhando a dificuldade em garantir a continuidade e o progresso das iniciativas de defesa.

O presidente argumentou que projetos considerados estratégicos, como o submarino nuclear, necessitam de financiamento que não concorra anualmente com outras despesas públicas indispensáveis, como saúde e educação. Para Lula, o submarino não deve ser parte da agenda de disputas de prioridades orçamentárias.

“Quando nós vamos discutir o orçamento, possivelmente um submarino nuclear não entra na agenda de disputa com prioridade”, enfatizou.

Com isso, ele sugere que a construção do submarino deve ser tratada como uma questão especial, merecedora de atenção distinta do restante do orçamento federal.

Além de fortalecer a defesa nacional, Lula argumentou que a finalização do projeto é crucial para garantir a permanência de engenheiros e pesquisadores no Brasil, evitando a fuga de cérebros em busca de oportunidades no exterior. Ele enfatizou que a soberania nacional vai além da retórica e é necessária ação concreta para demonstrar a capacidade do país de competir em nível global.

O presidente também ressaltou que o fortalecimento das Forças Armadas brasileiros é uma resposta a um cenário geopolítico complicado, enfatizando a necessidade de que o Brasil seja preparado para lidar com qualquer eventualidade.

A questão da alocação orçamentária para a defesa levanta um debate sobre se a administração atual realmente pode ou irá priorizar o investimento em defesa. De acordo com dados do Siga Brasil, a reserva de R$ 40,7 bilhões para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica entre 2023 e 2026 representa uma diminuição em relação aos R$ 45,7 bilhões investidos no governo anterior, sob Jair Bolsonaro.

Lula, em uma tentativa de reacender o compromisso com a defesa, lançou sua candidatura à reeleição destacando a importância da segurança nacional e o investimento na indústria de defesa, fundamental para proteger as extensas fronteiras do Brasil, tanto terrestres quanto marítimas.

Ele concluiu seu discurso com um chamado à ação, enfatizando que é vital que o Brasil não apenas converse sobre soberania, mas que também implemente essa soberania de maneira tangível e eficaz.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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