O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira, 6, ter “informações atualizadas” de que a Rússia prepara um grande ataque ao país. Em seu pronunciamento diário em vídeo, ele destacou que as forças ucranianas estão preparadas para responder na medida em que seus “meios de defesa disponíveis permitirem”, voltando a apelar aos aliados para que forneçam armamentos para reforçar a capacidade militar de reação.
“Muito depende dos nossos parceiros, de cada líder e de cada país do mundo que tenha as capacidades defensivas de que precisamos e que possa nos fornecê-las”, disse Zelensky. “É fundamental que haja vontade política para isso, particularmente nos Estados Unidos, na Europa e entre os nossos outros parceiros.”
Mais cedo, um ataque em larga escala com drones ucranianos contra Moscou deixou dois mortos e nove feridos. Segundo o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, mais de 650 drones foram lançados em direção à região, em uma das maiores ofensivas aéreas ucranianas desde o início da guerra. A maior parte dos aparelhos, segundo ele, foi interceptada. A ofensiva também teria atingido o complexo de armazenamento e distribuição de petróleo Volodarskaya, apontado como o maior do tipo na região de Moscou.
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A Ucrânia tem ampliado os ataques contra refinarias, depósitos e outras estruturas ligadas à indústria petrolífera russa, numa tentativa de atingir uma das principais fontes de receita de Moscou para financiar a guerra. A ofensiva desta terça-feira ocorre após uma recente intensificação dos ataques russos contra Kiev e outras cidades ucranianas.
No domingo 4, um drone russo atingiu uma importante ponte da capital ucraniana, Kiev, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, estava na cidade. Durante a visita, Merz anunciou um novo pacote de ajuda de 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 7,64 bilhões) ao governo ucraniano, dos quais 1,1 bilhão (R$ 6,4 bilhões) será destinado à defesa e o restante a reforçar o setor energético do país.
Autoridades ucranianas afirmaram que os ataques russos à infraestrutura da capital visam civis e são estratégicos, já que Kiev é cortada pelo rio Dnipro — de um lado ficam os escritórios comerciais e as instituições governamentais e o outro, à margem esquerda, é em maior parte residencial. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, alegou que atingiu a Ponte Norte por ser uma rota usada para o transporte de soldados e equipamentos militares.





