Fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso em estado crítico
A fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, permanece internada em estado grave no Hospital Estadual Getúlio Vargas, localizado na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A linha 629 (Irajá x Saens Peña) foi o palco de um crime impactante, onde Aline foi atingida no pescoço por um tiro que transfixou e causou uma séria lesão na coluna.
A tragédia ocorreu na manhã do dia 13 de agosto de 2026, quando Aline se deslocava para o trabalho. O ônibus passava pela Avenida Meriti, próximo à comunidade do Trem, em meio a um confronto entre a polícia e traficantes.
O ataque à PM resultou em um tiroteio que disparou o pânico entre os passageiros, obrigando-os a buscar abrigo.
Detalhes do incidente e resgate
Após ser baleada, Aline não percebeu de imediato a gravidade de sua situação, o que foi corroborado pelo sargento Elimar das Chagas, que prestou os primeiros socorros. Ele afirmou que, ao ser socorrida, Aline questionava o que havia acontecido e expressou preocupação, questionando se estava grave. Para evitar que ela entrasse em desespero, o sargento apenas mencionou que a dor era apenas consequência da queda, omitindo a informação do disparo.
O motorista do ônibus estava em estado de choque devido ao tiroteio e, ao ver a gravidade da situação, o sargento Jhonathan Vessados assumiu a direção do veículo para levar a fonoaudióloga ao hospital.
A trajetória foi crítica, mas houve uma rápida reação das autoridades.
Contexto de insegurança na Zona Norte
Este incidente ocorre em um cenário de crescente violência na região, com um aumento de 61% nas mortes violentas nas áreas da Zona Sudoeste do Rio, amplamente dominadas por facções de tráfico e milícias. A Polícia Militar informou que está intensificando o policiamento nas proximidades da comunidade do Trem, mas até o momento, não há informações sobre prisões ou apreensões decorrentes do tiroteio.
O marido de Aline e outras duas tias a acompanham no hospital, torcendo por sua recuperação. Aline, que trabalha na Casa de Saúde São José, no Humaitá, é descrita como uma profissional dedicada e apreciada por seus pacientes.
A sociedade clama por justiça e segurança, enquanto o caso gera atenção sobre as condições de violência e a necessidade de medidas efetivas para garantir a proteção dos cidadãos nas áreas mais vulneráveis do Rio de Janeiro.





