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Presidente do STF Fachin defende sigilo da fonte jornalística

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (13) o direito dos jornalistas ao sigilo da fonte e afirmou que eventuais investigações criminais não devem atingir a atividade jornalística legítima.

A declaração ocorreu dois dias após uma operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal em São Luís. Segundo a Polícia Federal, os dois seriam fontes do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens críticas ao ministro Flávio Dino.

Na abertura da sessão do plenário, Fachin reafirmou o compromisso do STF com a liberdade de imprensa e afirmou que eventuais crimes devem ser investigados sem atingir o trabalho jornalístico.

“A apuração de eventuais ilícitos deve dirigir-se à conduta que constitua objeto da investigação, jamais à atividade jornalística legítima exercida no cumprimento de sua função constitucional”, afirmou.

O presidente do STF também disse que a jurisprudência da Corte sobre liberdade de imprensa e sigilo da fonte permanece válida e deve ser observada por todo o Judiciário.

Fachin ainda manifestou solidariedade a Dino e defendeu a apuração rigorosa de eventuais ameaças à segurança de ministros e familiares.

Dino agradece manifestação

Flávio Dino agradeceu a manifestação de Fachin e afirmou que o episódio deve ser tratado em duas frentes: a investigação de possíveis crimes e a proteção ao exercício regular do jornalismo.

Entidades representativas da imprensa também criticaram a operação e demonstraram preocupação com uma possível violação do sigilo da fonte, direito assegurado pela Constituição Federal.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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