Tragédia no Prontobaby: O caso do bebê agredido
O bebê de apenas três meses que estava internado em estado crítico no Hospital Prontobaby, na Tijuca, faleceu na madrugada deste domingo. A criança foi admitida na unidade no início de julho, apresentando um quadro alarmante, resultado de supostos maus-tratos cometidos pelo pai, Yuri Sebastian Moura Rocha. Ao longo da internação, o bebê sofreu múltiplas lesões, incluindo fraturas, hemorragia e edema cerebral.
A Polícia Civil relatou que, além das lesões, a criança teve episódios de parada cardíaca e crises convulsivas, apresentando um grave comprometimento neurológico.
Com a prisão do pai, que ocorreu na manhã de sábado em Olaria, as investigações avançaram rapidamente diante da gravidade do quadro do bebê, que chegou a ser diagnosticado com possível morte cerebral.
Investigação e detalhes do caso
O Grupo Prontobaby emitiu uma nota reconhecendo a situação, garantindo suporte à família e colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente divulgada, informações preliminares indicam que havia atividade cerebral na criança, o que gerou um novo protocolo de exames.
As investigações começaram após a denúncia do estado crítico do bebê, onde foi constatado que a criança apresentava sinais de sufocamento e diversas lesões. De acordo com a polícia, as explicações dadas pelo pai não se sustentavam, levando a uma maior exploração do caso.
A delegada Maria Luíza Machado, titular da DCAV, detalhou que o bebê, após improvemento terá retorno para UTI.
Medidas de proteção e responsabilidades
Em uma reviravolta, já havia uma medida protetiva que afastava os pais da criança, indicando uma história de maus-tratos. A promotoria e a DCAV não descartam a possibilidade de investigar a mãe do bebê e outros potenciais responsáveis.
Além disso, a situação levantou questões sobre a suposta omissão do hospital em notificar as autoridades sobre os abusos. O MPRJ investiga se houve falhas no registro de notificação, embora o hospital tenha declarado que comunicou o Conselho Tutelar no ato da admissão da criança.
A complexidade do caso exige que as investigações continuem em busca de justiça e verdade dos fatos.





