Eleições 2026

Cury busca recursos às vésperas de debate eleitoral decisivo

Após se firmar nas mais recentes pesquisas de intenção de voto como o terceiro colocado na corrida presidencial de 2026, o escritor e psiquiatra Augusto Cury, do partido Avante, está em busca de um apoio financeiro robusto para implementar melhorias nas estruturas de sua campanha. Com um público potencial em expansão e uma base de apoiadores crescente, a necessidade de recursos se torna crucial para maximizar sua presença no cenário político nacional.

O Fundo Eleitoral da legenda, segundo acordos estabelecidos entre Cury e a cúpula do Avante, será totalmente direcionado para prevalecer nas eleições para a Câmara dos Deputados, já que o objetivo primário do partido é superar a cláusula de barreira, que impõe desafios significativos a partidos menores. Nesse contexto, o candidato a vice-presidente, Júlio Delgado, enfatizou que apenas R$ 50 mil do Fundo Partidário foram reservados para a campanha, o que implica que a arrecadação dependerá fortemente de doações de pessoas físicas.

Até o momento, Cury foi seu maior doador, com uma contribuição de R$ 150 mil, em um total de R$ 217 mil arrecadados.

Essa situação destaca a determinação do candidato em assegurar que sua mensagem chegue ao eleitorado, mesmo que isso signifique investir seus próprios recursos. “As pessoas não viam perspectiva, mas veem. Apesar disso, o combinado com o partido será mantido e vamos buscar doações”, comentou Delgado à CNN, ressaltando o compromisso da equipe em manter a estratégia inicial.

A análise da campanha é otimista; segundo Delgado, a candidatura de Cury subiu em relevância e, consequentemente, seus custos operacionais estão aumentando. O teto das campanhas presidenciais no Brasil é de R$ 88,9 milhões, o que exige um planejamento meticuloso e uma mobilização eficaz por parte da equipe de Cury.

O candidato a vice, Júlio Delgado, expressou a crença de que Cury poderia alcançar impressionantes 25% das intenções de voto até outubro, conseguindo assim uma vaga para o segundo turno contra o atual presidente Lula.

Entretanto, essa expectativa vem acompanhada de uma estratégia cuidadosa: evitar ataques aos concorrentes, considerando que isso pode criar uma nova perspectiva e público potencial para sua candidatura. “A bolha pode ser furada”, afirmou Delgado, indicando que uma abordagem mais pacífica pode ser o caminho para atrair eleitores indecisos.

Inicialmente, Cury tinha planejado realizar um ato na famosa Avenida Paulista no feriado de 7 de setembro, porém, decidiu transferi-lo para o Rio de Janeiro, onde se encontrará com Flávio Bolsonaro (PL) para medir forças.

“Não faremos um ato contra o STF, mas pela pacificação do país”, garantiu, refletindo a estratégia da campanha que preza por unidade em tempos de polarização.

Com as eleições se aproximando, a mobilização de recursos será essencial para que Cury consiga se posicionar de maneira competitiva e conquistar um espaço significativo no coração dos eleitores.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
Botão Voltar ao topo