Conflito entre apoiadora e policiais em São Paulo
Na manhã do dia 9 de setembro de 2026, uma apoiadora da Bancada Feminista do PSOL enfrentou uma abordagem policial enquanto realizava panfletagem nas proximidades da estação Vila Sônia do metrô, localizada na zona Sul de São Paulo.
A mulher, de 33 anos, relatou que foi imobilizada e algemada durante a abordagem, a qual contou com a presença de pelo menos sete policiais. Um vídeo da ocorrência foi divulgado, mostrando a dinâmica da situação.
Relato da apoiadora e resposta da SSP
De acordo com a apoiadora, os policiais apreenderam seu material de campanha feito em apoio à Bancada Feminista e ao candidato Guilherme Cortez. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a mulher desobedeceu à instrução de retirar uma bancada que, segundo a polícia, dificultava a passagem de pedestres.
Após a abordagem, a mulher foi levada ao 89º DP (Jardim Taboão) e o caso registrado como desobediência. A SSP também destacou que ela foi liberada logo após a detenção, assim como os materiais que foram confiscados.
Reação do PSOL e contexto social
O partido PSOL rebateu a versão da polícia, enfatizando que a apoiadora é uma mulher negra e trans, e que sua abordagem foi excessivamente violenta. O partido declarou que ela estava apenas realizando sua atividade legal de panfletagem em plena conformidade com as regras de propaganda eleitoral, uma prática que ocorre especialmente em períodos de campanhas.
A codeputada estadual Paula Nunes, integrante da Bancada Feminista, comentou sobre o ocorrido, afirmando que a ação policial é um reflexo de uma suposta perseguição às candidaturas de esquerda. O PSOL sinalizou que tomará legislativa e formalmente medidas contra a violência da abordagem, incluindo denúncias à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia.





