A revelação de Vorcaro ao Banco Central
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do defunto Banco Master, comunicou ao Banco Central que teria encontrado uma ‘solução’ para a venda da instituição no dia de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025.
Durante um depoimento em agosto de 2026, o empresário revelou que fez ao menos três viagens aos Emirados Árabes Unidos em busca de investidores privados para o Master. As negociações se intensificaram após a negativa do Banco de Brasília (BRB) em adquirir o banco, que ocorreu em setembro de 2025.
As declarações de Vorcaro vieram à tona após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que acatou o pedido de Edson Fachin para retirar o sigilo do caso Banco Master, permitindo que mais detalhes fossem divulgados ao público.
A fusão negada e as propostas de Vorcaro
Em suas declarações à Polícia Federal, Vorcaro mencionou que o então presidente do BRB, Galípolo, havia incentivado a fusão entre o Master e a instituição financeira. Contudo, a negativa de compra levantou questões sobre a viabilidade da fusão.
Após a recusa do BRB, o ex-banqueiro protocolou junto ao Banco Central um pedido para apresentar uma nova solução em até 180 dias, afirmando que ele mesmo conseguiria um resultado em apenas dois meses.
O plano de Vorcaro consistia em três contratos, com o primeiro já preparado e esperando submissão ao BC.
Desdobramentos da venda e a prisão de Vorcaro
Em 17 de novembro, Vorcaro notificou o Banco Central de que havia encontrado uma solução viável e que tinha planos de enviar o primeiro contrato naquela manhã, além de viajar à noite para finalizar os outros dois contratos, apresentando toda a solução nos dias subsequentes.
Nesse mesmo dia, a Fictor Holding Financeira, juntamente com um consórcio de investidores dos Emirados, anunciou a intenção de adquirir o Banco Master, com um aporte inicial de R$ 3 bilhões para a estrutura de capital do banco. No entanto, a situação mudou drasticamente após a prisão de Vorcaro e o movimento do Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial do banco no dia seguinte após investigações que revelaram fraudes na instituição. Assim, as negociações para a venda foram interrompidas.





