Decisão do TRE-RJ sobre a candidatura de Garotinho
Anthony Garotinho, político histórico do estado do Rio de Janeiro, vive um momento complicado em sua corrida eleitoral. Na última sexta-feira (11), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, por unanimidade, indeferir sua candidatura ao Governo do Estado.
A principal justificativa para essa decisão é uma condenação definitiva por improbidade administrativa, que resultou na suspensão dos direitos políticos de Garotinho por um período de oito anos. Este caso em particular envolve um desvio significativo de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde durante seu período como secretário de Governo entre 2005 e 2006, na gestão de Rosinha Garotinho, sua esposa.
Controvérsias na contagem do prazo de suspensão
A disputa agora se intensifica em torno do calendário eleitoral.
O TRE-RJ considera que a suspensão dos direitos políticos de Garotinho se aplicou a partir de 2025, o que impede sua participação nas eleições até 2033. Contrapõe-se a essa visão a defesa do candidato, que alega que o prazo deveria ter iniciado em 2018, o que, segundo eles, já teria expirado antes do atual pleito.
Histórico de Garotinho nas eleições
Este não é um episódio isolado na carreira política de Garotinho. Em 2018, ele também teve sua candidatura ao Governo do Rio barrada, e em 2022 enfrentou a mesma situação quando tentava se registrar para as eleições de deputado federal.
Esses acontecimentos ilustram um padrão que se repete, onde questões judiciais têm prevalecido sobre suas ambições eleitorais.
Agora, em 2026, Garotinho mais uma vez se vê diante de um revés antes mesmo de chegar às urnas. A expectativa é que a disputa legal seja elevada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde sua defesa tentará reverter a decisão do TRE-RJ, aguardando o julgamento que pode mudar o futuro político do ex-governador.





