Últimas Notícias

TRE-RJ impede candidatura de Garotinho ao governo do Rio

Decisão Unânime do TRE-RJ

No dia 11 de setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu de forma unânime barrar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado nas eleições deste ano. O julgamento ocorreu no plenário do Palácio da Democracia, e a defesa do candidato já anunciou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do revés jurídico, Garotinho afirmou que continuará sua campanha eleitoral.

Motivos da Inelegibilidade

O TRE-RJ fundamentou sua decisão na suspensão dos direitos políticos de Garotinho, que foi determinada em função de uma condenação por improbidade administrativa. A decisão que resultou na suspensão das suas prerrogativas políticas foi proferida após constatações de desvio de recursos na área da Saúde, ocorridas enquanto Garotinho era secretário na administração de sua esposa, Rosinha Garotinho.

A condenação, que inclui o enriquecimento ilícito de outros indivíduos, se alinha às disposições da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas condenadas por atos que envolvem prejuízo ao patrimônio público.

Defesa e Repercussões

Em sua defesa, os advogados de Garotinho alegam que a suspensão de direitos políticos que poderia ter barrado sua candidatura expirou em 1º de agosto. Contudo, essa interpretação não foi aceita pelo TRE-RJ, que considerou a inelegibilidade válida. Após o julgamento, Garotinho expressou nas redes sociais que já havia previsto o resultado e se mostrou confiante em uma futura reversão no TSE. “Continuo firme e forte para salvar o Estado do Rio de Janeiro desse antro de corrupção”, afirmou.

Contexto Político

A decisão do TRE-RJ não apenas mergulhou Garotinho em um embate jurídico, mas também afeta a política fluminense em um momento crucial, com a eleição a poucos dias de se efetivar. O ex-governador, que faz parte da coligação “Coragem Para Mudar”, usou a plataforma política para criticar adversários e questionar o processo que levou à sua condenação, alegando que há interesses escusos envolvidos. Suas críticas apontam para uma suposta proteção a outros candidatos enquanto ele é alvo de persecução política.

Garotinho classifica a manutenção da sua candidatura como essencial para neutralizar o que considera ser uma máfia que atua na política carioca, impulsionando sua narrativa de perseguição política e reforçando sua posição como um candidato combativo.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
Botão Voltar ao topo