Política

Perícia Recusa Aparelhos do Caso Dark Horse por Falhas Técnicas

Falhas na Lacração Comprometem Evidências

O Instituto de Criminalística de São Paulo recusou a análise de diversos dispositivos eletrônicos, incluindo pendrives, celulares e notebooks, apreendidos no âmbito da investigação sobre o filme Dark Horse. Os problemas foram relacionados a falhas nos lacres dos pacotes, os quais permitiram acesso inadequado aos equipamentos, apesar de estarem fechados.

De acordo com o relatório do instituto, a manipulação dos invólucros foi realizada de forma imprópria, resultando em aberturas que possibilitaram a conexão com cabos de alimentação e transferência de dados.

Essa vulnerabilidade comprometeu a integridade dos dados que residem nos equipamentos. Ao todo, cinco celulares, 13 pendrives e nove notebooks foram devolvidos para readequação.

Procedimentos para Preservação da Cadeia de Custódia

Após a recusa, a Polícia Civil de São Paulo assumiu a responsabilidade de readequar os invólucros e aplicar novos lacres, visando preservar a integridade dos objetos e assegurar a continuidade da cadeia de custódia sob a legislação pertinente.

Essa precaução é fundamental para garantir provas válidas na investigação.

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao revogar o sigilo da investigação, destaca a relevância da transparência neste caso. O inquérito objetiva apurar o possível direcionamento de emendas parlamentares destinadas ao financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, o ministro ordenou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo fornecesse à Polícia Federal todo o material bruto proveniente dos celulares apreendidos, bem como documentos e computadores relacionados.

Contexto das Investigações

A investigação sobre Dark Horse é uma das duas vertentes ativas no STF que analisam questões financeiras envolvendo o filme. A abordagem do ministro Dino se concentra no possível uso irregular das emendas, enquanto outro inquérito, sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, também está em andamento, evidenciando a complexidade e a importância das questões legais em torno da produção cinematográfica controversa.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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