Arraial do Cabo

Ricardo Couto extingue mais de mil ‘puxadinhos’ no governo

Redução de Cargos e Reestruturação Administrativa

A tesoura de Ricardo Couto voltou a funcionar no Palácio Guanabara. O governador em exercício extinguiu 1.050 vagas conhecidas como ‘puxadinhos’, que estavam abertas e disponíveis. Este pente-fino realizado pela Casa Civil revelou até funções com gratificações irrisórias de apenas R$ 20.

O decreto que formaliza essa decisão foi publicado nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026. Apesar do tamanho do corte, não houve nova rodada de exonerações, já que os cargos estavam desocupados e apenas formalmente integrados à estrutura do Estado. Isso permitia que esses postos fossem preenchidos futuramente.

Enxugamento Significativo na Casa Civil

O maior impacto do corte ocorreu na própria Casa Civil, com a extinção de 369 vagas. Outras pastas também sentiram os efeitos, como a Secretaria de Governo, que perdeu 77 cargos, e a Habitação de Interesse Social, que teve 64 funções removidas. Os demais cortes foram distribuídos entre diferentes órgãos estaduais.

Estratégia Política de Couto

Esse movimento representa uma estratégia política que Couto busca estabelecer desde sua interinidade no Palácio Guanabara: revisar e enxugar a estrutura administrativa que foi moldada sob a gestão de Cláudio Castro. Desde sua chegada, o novo comando tem promovido exonerações, realizado auditorias em contratos e feito ajustes em funções ocupadas por indicações políticas.

Além disso, o governo já se prepara para uma nova fase de levantamento, com o objetivo de identificar outros cargos comissionados vagos. O intuito é decidir quais devem ser mantidos e quais podem ser eliminados, visando uma diminuição da estrutura antes da chegada da próxima gestão e reduzindo assim o estoque de funções disponíveis para novas nomeações.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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