Empresas de Transporte Sob Investigação
Pelo menos 12 das 22 empresas que operam no sistema de transporte coletivo da capital paulista estão supostamente controladas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), de acordo com uma investigação realizada pelo Ministério Público de São Paulo. Esta descoberta é parte de uma operação que foi deflagrada na manhã de 17 de setembro de 2026, visando apurar a infiltração da organização criminosa em vários setores do poder público.
Entre os alvos dos mandados de prisão, destaca-se o ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Além deles, outros nomes estão entre os detidos, como Júlio Salvador Filho e Carla de Paula Muller, esposa de um membro conhecido do PCC.
Dados da Investigação
A investigação aponta que a atuação do PCC vai além do tráfico de drogas, abrangendo atividades relacionadas ao transporte público, contatos com pessoas interpostas, contratos e até articulações políticas. As evidências já haviam sido alvo de investigações anteriores realizadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que já tinham formalizado denúncias.
Milton Leite é acusado de ser o operador de várias empresas vinculadas à facção, com registros indicando que ele seria o verdadeiro dono da Transwolff. As apurações também revelaram que o PCC estaria financiando campanhas eleitorais, com menções a Danilo Morgado Silva, que se candidatou a deputado estadual, e a outros políticos.
Reações e Contexto Político
No contexto dessas prisões, Milton Leite declarou que não está foragido e que se apresentará às autoridades nos próximos dias, prometendo provar sua inocência. A situação gerou críticas, especialmente em relação à prisão de Danilo, que ocorreu próximo à data de proibição de prisões de candidatos em campanhas eleitorais. Leite afirmou que a forma como as prisões estão sendo realizadas é uma tentativa de silenciar vozes contrárias.
A Prefeitura de São Paulo tomou medidas preventivas desde o início das investigações, incluindo a intervenção nas empresas Transwolff e UPBus, visando proteger o sistema de transporte e preservar o interesse público. A administração comanda ações conjuntas com o Ministério Público e a Polícia Civil, demonstrando sua disposição em assegurar que qualquer envolvimento de organizações criminosas seja rigorosamente investigado.





