Operação Vectura Corrupta em São Paulo
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, do União Brasil, se tornou o alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A ação, chamada de Operação Vectura Corrupta, visa desmantelar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da cidade.
Realizada em 17 de setembro de 2026, a operação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Milton Leite é especificamente mencionado como sendo responsável por operar empresas associadas ao PCC, como a Transwolf.
Relações entre policiais e a administração pública estão sendo investigadas, o que levanta sérias preocupações sobre a corrupção no sistema de transporte.
Contexto das Investigações
As investigações revelam uma rede de conexões que envolvem advogados e políticos na facilitação das atividades criminosas do PCC. Elementos indicam que alguns dos alvos têm função de liderança dentro da organização. A operação atual é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024, que já havia exposto a complexa estrutura de comunicação utilizada pelo PCC.
A nova fase da operação identifica pelo menos 12 empresas de transporte coletivo em São Paulo potencialmente controladas pelo crime organizado, evidenciando a gravidade da corrupção infiltrada no setor público.
As análises iniciais apontam que o PCC não só controla as empresas, mas também está envolvido no financiamento de campanhas políticas para eleições municipais futuras.
Repercussões e Resposta de Milton Leite
As investigações revelaram que o PCC está profundamente envolvido na política local, com indícios de que candidatos em 2024 teriam laços com a facção. Entre os indivíduos investigados, além de Milton Leite, estão advogados e ex-servidores da Prefeitura de São Paulo, cujas ações levantam questionamentos sobre a transparência e integridade das operações públicas.
Em resposta às acusações, Milton Leite afirmou que não está foragido, mas sim em viagem, e que se apresentará às autoridades em até 24 horas para provar sua inocência. Ele destacou a necessidade de transparência nas investigações e reforçou que a Prefeitura já havia tomado medidas para proteger o sistema de transporte público, como intervenções em empresas suspeitas de vínculos com o crime organizado.
A Prefeitura de São Paulo afirmou estar colaborando integralmente com as investigações, garantindo que sempre priorizou o interesse público e a segurança da população e continuará trabalhando para desmantelar qualquer esquema corrupto que comprometa o funcionalismo público.





