
Proposta do CNJ para Proteção de Influenciadores Mirins
Uma nova proposta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visa estabelecer que juízes poderão fixar mecanismos de proteção para crianças e adolescentes que atuam como influenciadores digitais. A medida, que será discutida na sessão do dia 9 de outubro, tem como foco a criação de salvaguardas para blindar a renda e o patrimônio desses jovens.
Contexto da Proposta
A proposta surge após a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), que entrou em vigor em março de 2023. O ECA Digital estabeleceu um marco legal para regular a presença de crianças e adolescentes na internet, com especial foco na segurança online e na proteção de dados pessoais. Essas novas regras estabelecem a necessidade de alvarás para atividades artísticas e publicitárias dos chamados influenciadores mirins.
Objetivos do ECA Digital
- Proteger crianças e adolescentes na internet.
- Definir responsabilidades das plataformas digitais por conteúdos inadequados.
- Prevenir riscos e práticas abusivas online.
Salvaguardas Propostas
No âmbito dessa nova regulamentação, é previsto que os magistrados definirão salvaguardas integral para a proteção dos influenciadores mirins. Aspectos como a carga de exposição e as necessidades específicas de cada jovem deverão ser considerados.
Medidas de Proteção
- Limitação da frequência, duração e horários de atividades.
- Proteção da saúde física e emocional.
- Garantia da frequência escolar.
- Restrições quanto ao tipo de conteúdo e meios de divulgação.
- Proteção da privacidade e dos dados pessoais.
- Proteção patrimonial relacionada à remuneração obtida.
Proteção dos Rendimentos
A proposta contempla ainda a criação de uma reserva patrimonial em conta ou investimento em nome da criança ou adolescente. Isso inclui o controle e a prestação de contas sobre a destinação dos rendimentos, especialmente em situações que possam indicar riscos de exploração indevida ou comprometimento do patrimônio.
Validade e Fiscalização
Os alvarás concedidos terão prazos de validade de 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes, podendo ser revistos conforme necessidade. Além disso, será criado um banco nacional de alvarás que permitirá acesso a informações por órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, assegurando a transparência nas atividades dos jovens influenciadores.
Conclusão
Essa iniciativa representa um passo significativo na proteção dos direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, assegurando que suas atividades como influenciadores sejam acompanhadas com responsabilidade e segurança.





