Política

Gilmar Mendes Aprova Reajuste de 15,04% no Bolsa Família

Reajuste Autorizado pelo STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta sexta-feira (18) que a atualização de 15,04% no valor do Bolsa Família está dentro das normas legais e não infringe as regras eleitorais. Mendes explica que essa medida deve ser vista como uma atualização dos valores baseados em critérios de correção monetária, visando garantir o poder de compra dos beneficiários.

Com essa decisão, o governo poderá efetivar o aumento de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, com os primeiros pagamentos acontecendo entre os turnos das próximas eleições.

A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pelo pedido ao STF, reafirmou a constitucionalidade do decreto em questão. O ajuste acontece em um momento delicado, já que carece de aceitação pública por ocorrer a poucos dias das eleições.

Custos e Impactos no Orçamento

Segundo estimativas do Ministério do Planejamento, o impacto nas contas públicas será significativo.

Em 2026, o custo total do reajuste está projetado em R$ 5,8 bilhões. Para o ano seguinte, 2027, essa cifra pode chegar a quase R$ 23 bilhões.

Críticas ao governo surgiram imediatamente, principalmente de setores da oposição.

O candidato à presidência Renan Santos, da coligação Missão, formalizou um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a suspensão do aumento, argumentando que a medida é eleitoreira e visa influenciar no processo eleitoral. Contudo, essa ação ainda não foi analisada pelo tribunal.

Histórico do Programa Bolsa Família

O Programa Bolsa Família se consolidou ao longo dos anos como uma estratégia essencial de combate à pobreza no Brasil, atingindo milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

A prioridade do governo, segundo Mendes, é assegurar que o financiamento da assistência social se mantenha dentro das normas legais estabelecidas desde 2022, o ano em que o STF determinou a implementação progressiva da renda básica de cidadania para os mais necessitados.

Na véspera do decreto, a Defensoria Pública havia solicitado que o Executivo se manifestasse sobre a necessidade urgente de atualização dos valores, indicando uma pressão significativa para a realização desse reajuste. Até mesmo em meio a incertezas, a medida buscou refletir o compromisso do governo em proteger os cidadãos mais vulneráveis, uma iniciativa que permanece sob constante escrutínio público e político.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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