O Flamengo recusou uma série de propostas por jogadores considerados importantes para o time nos meses de junho e julho, com o objetivo de manter a base da equipe, visando a sequência da temporada. O Rubro-Negro decidiu pela permanência de atletas mesmo que isso representasse não atingir a meta de vendas estabelecida para 2026.
Já consagrado como ídolo do clube, o zagueiro Léo Pereira foi procurado pelo Besiktas, da Turquia, que ofereceu 10 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões) pelo defensor. Na ocasião, o Flamengo respondeu à investida esclarecendo que não tinha interesse em dar início à negociação.
O Aston Villa, da Inglaterra, fez uma proposta que girou em torno de 9 milhões de euros (R$ 53 milhões) pelo lateral-direito Emerson Royal. O Rubro-Negro levou em conta a dificuldade de encontrar uma reposição para o setor ao decretar sua permanência.
Além disso, o Flamengo recusou uma oferta de 25 milhões de euros (R$ 140 milhões) da Roma pelo atacante Samuel Lino e duas de 10 milhões de euros (R$ 58 milhões) para o zagueiro João Victor: uma do Grupo City e outra do também italiano Parma, conforme o 'ge'. A avaliação é que o defensor ainda tem potencial para jogar com mais constância nos profissionais.
Flamengo não consegue bater meta
No total, as vendas poderiam ter representado 54 milhões de euros (cerca de R$ 302 milhões), o que faria o Rubro-Negro bater com folga a meta de transferências estabelecida para 2026, avaliada em R$ 250 milhões. O clube atingiu apenas R$ 171 milhões.
O maior lucro do Flamengo foi com a negociação do jovem meia-atacante Ryan Roberto para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 9,5 milhões de euros (R$ 56,3 milhões). No entanto, o Rubro-Negro ficou com apenas R$ 39,4 milhões, por ter 70% dos direitos econômicos do atleta.
O entendimento é que diversos atletas da base foram vendidos por baixos valores. Lorran, Victor Hugo e Guilherme, que em outros momentos foram considerados joias, saíram, somados, por R$ 22 milhões, o que não banca um mês da folha salarial do time.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já demonstrou preocupação sobre como a base não tem sido bem aproveitada na categoria profissional.





