Fluminense

Hulk relembra importância de Angioni para boa fase no Fluminense

Hulk chegou ao Fluminense em maio deste ano e teve apenas quatro meses de contato com o diretor de futebol, Paulo Angioni, que morreu em 12 de setembro. Apesar do pouco tempo, o dirigente de 80 anos, que tratava um câncer no pâncreas, foi capaz de deixar sua marca no atacante de 41 anos.

Quando Angioni estava internado no hospital, Hulk fez questão de mandar apoio a ele após a vitória por 2 a 0 sobre o Platense, pela Libertadores. Na ocasião, afirmou que sua melhora no Tricolor deveu-se à ajuda do dirigente, e agora explicou melhor como foi o conselho capaz de mudar a má fase e as vaias nos primeiros jogos para os gols.

"Eu lembro um jogo que a gente ia fazer em casa, eu não sei contra quem que foi. Ele (Angioni) chega no hotel e me chama e me dá um abraço. Acho que dias antes de descobrir o que estava acontecendo com ele. E falou assim: 'Não está fácil para você, mas eu confio em você, só seja resiliente'", revelou em entrevista à TNT Sports.

A frase ficou na cabeça do experiente atacante, que buscou aprender mais sobre resiliência e passou a aplicar no dia a dia:

"Aquilo me tocou bastante e foi o que eu procurei ser naquele momento. Comecei a estudar sobre resiliência, a ler bastante. Ali mudou, porque é uma forma de eu começar a pensar e se comportar no dia a dia, nos treinos e tudo, e me ajudou muito".

Além desse momento importante no Fluminense, Hulk também relembrou a primeira vez em que conversou com o dirigente. Ele estava no Atlético-MG e, após uma partida, Angioni foi cumprimentá-lo.

"Eu não conhecia o Paulo pessoalmente. Após um jogo lá na Arena MRV, entre Galo e Fluminense, eu estava falando com o Thiago (Silva) e ele veio e me deu um abraço e falou assim: 'Eu quero te parabenizar'. Porque teve uma situação… enfim, de uma pessoa que ele gostava muito e ele ficou sabendo que eu a ajudei", disse.

E ainda houve outra conversa marcante, no primeiro contato entre atacante e dirigente no CT Carlos Castilho, na Zona Sudoeste do Rio.

"Quando eu vim para o Fluminense, Angioni me chamou na sala dele e contou essa história de novo, e eu não sabia. Depois, a gente ficou conversando e ele contou um pouco da história que viveu, falou que a vida dele toda foi no futebol e que aprende muito com os jogadores. Ele falou assim: 'Muita gente critica, mas vocês são muito reais, eu aprendo muito com vocês'. Ele deu uma aula", afirmou Hulk.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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