Em uma declaração impactante, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Mohabi, destacou que o país está preparado para utilizar armas de destruição em massa caso as hostilidades se intensifiquem. A declaração foi feita no dia 20 de outubro, em resposta à recente imposição de sanções econômicas pelos Estados Unidos.
A afirmação foi da agência de notícias Tasnim, que é próxima ao regime iraniano, e highlightou uma mudança nas capacidades militares do Irã. Mohabi afirmou que as ogivas utilizadas nos mísseis do país possuem um poder destrutivo que é muito superior ao de conflitos passados.
Ele alertou que, se uma nova guerra se desencadear, as armas do Irã serão diferentes, mais precisas e tecnologicamente sofisticadas.
Mohabi não apenas deixou clara a disposição do Irã em defender-se, mas também enfatizou a contínua melhoria das capacidades militares. Segundo ele, o desenvolvimento de armas com maior precisão e poder destrutivo é uma prioridade para o governo iraniano. A falta de detalhes sobre que tipo de armamento seria utilizado na próxima fase do conflito deixa no ar um clima de incerteza e apreensão internacional.
O general iraniano também se referiu aos ataques que o país sofreu anteriormente como marcos que influenciarão as ações futuras, indicando que o Irã está determinado a resistir a pressões externas e a defender seus interesses.
As ameaças de Mohabi ocorreram logo após os Estados Unidos anunciarem novas sanções contra o Irã.
Essas sanções proíbem instituições financeiras e governos de diversos países de fornecerem suporte financeiro ao país persa. O presidente Donald Trump afirmou que medidas severas serão tomadas contra aqueles que não respeitarem estas determinações, prevendo “consequências econômicas tremendas”.
As raízes do conflito entre os dois países remontam ao programa de enriquecimento de urânio do Irã. O temor do governo americano gira em torno da possibilidade de que o país desenvolva armas nucleares.
A crise já se arrasta desde que o cessar-fogo temporário de 60 dias entre os países se expirou em agosto.
A escalada de tensão na região é observada de perto por outras nações, uma vez que um conflito maior entre os EUA e o Irã pode ter repercussões em todo o Oriente Médio e além. As sanções e as ameaças de uso de armas trazem à tona discussões sobre segurança internacional e a necessidade de diplomacia.
A situação é complexa e pode resultar em repercussões significativas não apenas para os EUA e o Irã, mas também para os aliados e os países vizinhos que vivem na sombra dessas hostilidades. O mundo aguarda os próximos passos das potências envolvidas nesta crise, enquanto a possibilidade de guerra de grandes proporções paira no horizonte.





