Desdobramentos da Operação Frankmobile
No dia 10 de setembro de 2026, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) levou a cabo uma intensa operação contra um esquema sofisticado de furto, roubo e receptação de celulares, nomeada Frankmobile. Após quase dois anos de investigações, a ação resultou na prisão de 15 indivíduos e na execução de mandados em São Paulo e Goiás.
A operação foi autorizada pela Justiça, que liberou seven mandados de prisão preventiva e 84 de busca e apreensão. Os alvos são considerados figuras centrais de uma organização criminosa que atua na comercialização irregular de celulares, incluindo atividades como desbloqueio, receptação e emissão de notas fiscais fraudulentas.
Volume de Apreensões e Mais Prisões
Até o momento, foram contabilizados 453 celulares apreendidos, com um volume significativo de 10 mil aparelhos e peças em dois endereços distintos, incluindo o Shopping Mundo Oriental. A operação também resultou na apreensão de R$ 122,5 mil, além de dólares e outros bens, como eletrônicos e estupefacientes.
Entre os principais alvos da investigação estão diversos indivíduos identificados como operacionais e prestadores de serviços essenciais para a organização, incluindo nomes conhecidos no meio da comercialização de produtos eletrônicos.
Como Funciona a Rede Criminosa?
Os promotores afirmaram que a quadrilha é composta por quatro núcleos distintos. O primeiro envolve os autores dos furtos e roubos, utilizando métodos como quebra de vidros de veículos durante congestionamentos. Os celulares são rapidamente transferidos para receptadores, e somente em 20 a 25 minutos após o crime, o aparelho pode ser desbloqueado pelos chamados “Icloudeiros”.
Outro núcleo, responsável pela alteração e revenda, modifica características dos aparelhos para dificultar sua identificação. Esse grupo utilizava ferramentas especializadas e até um sofisticado esquema de falsificação de notas para simular vendas legítimas. Além disso, a network conectava-se a diversos pontos de venda, onde estavam disponíveis produtos de origem ilícita.
Impacto e Medidas Futuras
A operação vem como uma resposta ao alarmante aumento de roubos e furtos de celulares em São Paulo, que, em 2025, ultrapassou 154 mil ocorrências. Os promotores esperam que a desarticulação dessa rede impacte significativamente as estatísticas de crimes relacionados à tecnologia no estado.
Com a mobilização de mais de 1.700 agentes, a operação continua em andamento, e a contagem dos materiais apreendidos ainda não foi finalizada. O MPSP busca não apenas prender os envolvidos, mas também recuperar os valores e a segurança dos cidadãos.





