POLÍTICA

Moraes Denuncia Vingança de Mendonça em Reunião Polêmica

Na noite de 14 de setembro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez acusações contundentes contra o colega André Mendonça, afirmando que as investigações conduzidas por ele são uma “farsa” orquestrada para promover uma “vingança” em nome de aliados que tentaram desestabilizar a democracia. A crítica se intensificou devido à relação de Mendonça com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para o STF.

Moraes declarou: “Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. Vingança. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.”

Em sua defesa, Moraes enviou uma manifestação ao presidente do STF, Edson Fachin, em que delineia 121 pontos que qualificam a investigação de Mendonça como “duplamente nula” e fruto de “desvio de finalidade”. A tensão entre os ministros foi palpável, especialmente com a análise de um relatório da Polícia Federal, que sugere uma troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, um empresário envolvido em outras controvérsias.

Moraes refutou as alegações de que teria prestado consultoria jurídica a Vorcaro, apontando para a inexistência de evidências. “As ilações absurdas, que foram divulgadas como supostos diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, simplesmente não existiram,” afirmou, detalhando que a maioria das mensagens citadas não estava presente na função de mensagens do aplicativo de comunicação.

O relatório da PF, segundo Moraes, apresenta falhas graves, indicando que mais de 90% das informações são inferências, não evidências concretas. Ele descreveu o documento como “algo bizarro”, destacando a falta de mensagens que poderiam solidificar as acusações feitas contra ele.

Na sua visão, a investigação foi instaurada de maneira inconstitucional, levantando questões sobre a atuação de um magistrado que não teria se baseado em pedido formal da PF ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Moraes também abordou questões referentes ao escritório de advocacia de sua família, negando qualquer irregularidade na atuação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados. Ele rebateu alegações de que teria havido contratos inadequados com o Banco Master, garantindo que a relação profissional se limitou a serviços regulares e legais durante o período em que não havia investigação criminal.

Além disso, o ministro se defendeu sobre o oferecimento de cartões de crédito a seus filhos pelo Banco Master, afirmando que era uma prática comum no setor. “Os cartões jamais foram utilizados,

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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