Despedida de um Ícone da Dublagem
O universo da dublagem brasileira se despede de Ettore Zuim, um dos mais reconhecidos profissionais da área, que faleceu nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, aos 66 anos. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Dubladores, mas a causa da morte ainda não foi divulgada.
Com uma carreira que abrange mais de 40 anos, Zuim se destacou principalmente por dar voz a personagens icônicos nos cinemas e nos videogames, entre eles o Batman da famosa trilogia dirigida por Christopher Nolan. Também emprestou sua voz a personagens como John Connor, de O Exterminador do Futuro: A Salvação, e Patrick Bateman, de Psicopata Americano.
Personagens Memoráveis e Contribuições
Além do Batman, Ettore dublou o protagonista da animação da Disney, Hércules, e o Príncipe Encantado na franquia Shrek. Sua versatilidade permitiu que ele atuasse em diversos gêneros, acumulando uma vasta lista de personagens. Outros papéis notáveis incluem Ozai, de Avatar: A Lenda de Aang, e Dracule Mihawk, de One Piece.
Sua atuação não se limitou apenas à dublagem de filmes; nos anos 1990, ele também se destacou ao dublar novelas mexicanas, como Vovô e Eu e Maria Mercedes.
Filósofo da Dublagem
Em uma entrevista ao canal Cine Multiverso, em 2023, Zuim falou sobre suas preferências na profissão, revelando sua paixão por interpretar vilões, que ele considerava mais desafiadores e interessantes que os heróis. Ele enfatizou a importância do processo criativo e a dedicação que aplicava a cada papel, independentemente de seu tamanho.
No início de 2023, Zuim recebeu um diagnóstico de Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), situação que afetou sua saúde e qualidade de vida.
Legado e Reconhecimento
Além de dublador, Ettore Zuim foi diretor e professor, contribuindo para a formação de novos talentos na área de dublagem. Sua presença na cultura brasileira foi marcante, e ele recebeu o Prêmio Themis de Jornalismo, destacando seu papel na cobertura cultural e eventos internacionais.
A partida de Ettore Zuim deixa uma lacuna não apenas na dublagem, mas na cultura pop brasileira como um todo, sendo lembrado por futuras gerações de fãs e profissionais da área.





