O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta quarta-feira (30), Leonardo Barbosa de Souza Junior pelo feminicídio da própria mãe, Verônica Coutinho Barbosa, em Maricá. Segundo a denúncia, ele também teria tentado simular uma morte acidental ao colocar o corpo da vítima na piscina da residência.
De acordo com o MPRJ, o crime aconteceu na madrugada de 12 de setembro, na casa onde mãe e filho moravam, no bairro Mumbuca. A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Maricá afirma que Leonardo teria impedido a vítima de deixar o imóvel e, posteriormente, a asfixiado por compressão no pescoço.
Ainda segundo a denúncia, um neto da vítima estava na residência no momento da ocorrência. O menino teria ouvido os pedidos de socorro da avó, mas permaneceu no quarto por medo do denunciado.
Conforme o Ministério Público, após a morte da mãe, Leonardo teria colocado o corpo dela na piscina da residência com o objetivo de criar a aparência de que a mulher havia morrido afogada.
Na manhã seguinte, ainda segundo a denúncia, o corpo foi retirado da piscina com a ajuda do filho do acusado. A princípio, a morte teria sido apresentada como um possível acidente.
A versão, no entanto, teria sido contrariada pelos exames periciais realizados durante a investigação. Segundo o MPRJ, os laudos identificaram lesões no rosto, no tórax e no pescoço da vítima.
Os exames também teriam apontado uma fratura no osso hióide, além de outros sinais considerados compatíveis com morte provocada por asfixia mecânica. Esses elementos foram utilizados pelo Ministério Público para sustentar a acusação apresentada à Justiça.
A partir das informações reunidas durante a investigação, Leonardo foi denunciado pelo feminicídio da mãe e por fraude processual, relacionada à tentativa de simular uma morte acidental.
Na denúncia apresentada à Justiça, a 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Maricá requer que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O MPRJ sustenta que o crime teria sido praticado contra uma mulher em razão da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar e mediante asfixia.
As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pela Justiça. A denúncia não representa, por si só, uma condenação definitiva, cabendo ao Judiciário decidir sobre o recebimento da acusação e o andamento do processo. O caso segue na esfera judicial, e novas decisões poderão definir as próximas etapas da ação penal e eventual encaminhamento para julgamento pelo Tribunal do Júri.





