Desarticulação de quadrilha internacional
Uma operação coordenada pela Polícia Federal (PF) e pela polícia federal alemã, conhecida como BKA, deu início a uma intervenção para desmantelar uma quadrilha especializada no tráfico de cocaína internacional. O foco da ação é o Aeroporto Internacional de Guarulhos, utilizado como ponto de partida para o envio da droga à Alemanha, disfarçada em produtos de uma empresa brasileira de cosméticos.
Batizada de Operação Anticaspa, a ação aconteceu na manhã desta terça-feira, resultando na prisão de três pessoas em solo brasileiro e quatro na Europa. Com a execução de quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão, a PF tenta capturar integrantes do esquema que usava cosméticos como fachada para o tráfico.
Investigação e cooperação internacional
A investigação teve início a partir de informações que indicavam a compra de produtos de beleza que estavam sendo utilizados para encobrir o transporte de substâncias entorpecentes.
Em colaboração com autoridades portuguesas e a BKA, a PF identificou uma empresa na Alemanha que importava esses produtos e cujo proprietário havia enfrentado várias acusações criminais anteriormente.
As evidências coletadas permitiram que a PF obtivesse autorização judicial para realizar a operação, que incluiu o monitoramento de atividades suspeitas em uma residência de luxo em Diadema, na Grande São Paulo. Durante o acompanhamento, foi realizada a retirada e ocultação dos produtos desconfiados e a posterior entrega no Terminal de Exportações do Aeroporto de Guarulhos, de onde a carga foi enviada rumo à Europa.
Monitoramento na Europa e prisões
A carga fez uma escala em Lisboa, onde as autoridades policiais realizaram um teste que confirmou a presença de cocaína nos produtos. Após a confirmação, o material foi monitorado até seu destino final em Berlim, onde a carga foi apreendida em um depósito, resultando na prisão de três indivíduos.
Um quarto suspeito conseguiu fugir, mas foi localizado e preso na Turquia.
Ainda estão sendo realizados exames de perícia para quantificar a quantidade exata de cocaína, considerando o peso líquido apreendido. Além disso, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes de São Paulo prossegue investigando outros suspeitos e endereços ligados à quadrilha, incluindo o local utilizado para a ocultação da droga.





