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Operação Carbono Oculto mira distribuidora de combustíveis em MT

Na manhã do dia 24 de setembro de 2026, uma ação significativa ocorreu em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos estados do Brasil, sendo a unidade da Terrana Combustíveis, conhecida anteriormente como Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., um dos principais alvos.

A investigação liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com a Receita Federal, infelizmente, não é um caso isolado dentro do escopo do combate à criminalidade no setor de combustíveis. A operação mostra a determinação das autoridades em desmantelar redes de lavagem de dinheiro que envolvem executivos do mercado financeiro.

Além do mandado cumprido em Mato Grosso, outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, foram alvos de ações similares. No cerne da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, que trabalhou como executivo do Banco Genial, junto com seus irmãos André e Bruno Tupinambá, além de Antonio Carlos Freixo Junior, um empresário ligado à Entre Investimentos, que também é delator nas investigações sobre o Banco Master.

O Banco Genial divulgou uma nota ressaltando que Humberto Tupinambá não tem mais vínculos com a diretoria ou a sociedade da instituição desde maio de 2026. A nota acrescenta que a instituição tem cooperado com o GAECO, fornecendo informações relevantes sobre operações financeiras ligadas a fundos de investimento e empresas associadas.

A operação investiga a possível lavagem de dinheiro e a existência de uma organização criminosa no setor de combustíveis, especialmente no que diz respeito à aquisição da distribuidora Terrana. A metodologia complexa usada na estrutura financeira e societária levanta suspeitas sobre como esses ativos foram ocultados e a identidade dos verdadeiros controladores dos negócios.

Estima-se que quantias superiores a R$ 120 milhões tenham transitado por um labirinto de empresas e contas intermediárias antes de chegarem à estrutura que controla a distribuidora. Este aspecto da investigação reflete a dificuldade enfrentada pelas autoridades para rastrear fundos provenientes de atividades ilícitas, que frequentemente buscam se disfarçar em operações financeiras legítimas.

Desde o início da Operação Carbono Oculto, em fases anteriores, um esquema bilionário vinculado ao setor de combustíveis foi identificado, indicado como tendo laços com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma das fases anteriores, a polícia constatou que o grupo em questão sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, demonstrando a extensão da operação criminosa e suas implicações fiscais.

A investigação continua, e embora alguns dos supostos líderes da organização criminosa, como Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, não estejam entre os alvos desta fase, a diretriz da operação segue a mesma: rigor na identificação e na prisão dos envolvidos nas fraudes.

As próximas semanas poderão revelar mais desdobramentos acerca deste caso, enquanto as autoridades continuam a atuar com firmeza na busca por Justiça.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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