Críticas à Medida Governamental
Deputados e senadores da oposição expressaram forte descontentamento com o reajuste de 15% no programa Bolsa Família, anunciado pelo governo federal no dia 17 de setembro de 2026. O entendimento entre os parlamentares da direita é de que essa decisão pode influenciar diretamente nas eleições, levando a um desequilíbrio no pleito.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), comentou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece estar “desesperado” com os resultados das pesquisas eleitorais. Marinho acusou o governo de criar uma “cortina de fumaça” para encobrir o aumento da dívida pública e insinuou uma suposta colaboração com Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
“Faltam menos de duas semanas para a eleição, e o desespero já começou.
O Bolsa Família é importante, mas dinheiro público não deve ser usado como instrumento eleitoral, atropelando a legislação e o Parlamento”, enfatizou o senador.
Reações em Redes Sociais
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou, argumentando que o aumento é uma estratégia de bateção para a sobrevivência eleitoral de Lula. Em suas redes sociais, Ferreira escreveu que Lula activou o “modo sobrevivência”, afirmando que a atual situação é um “game over” para o presidente.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) qualificou a iniciativa como “populismo eleitoreiro”, anunciando que moverá uma ação contra Lula.
“Aumento do Bolsa Família em ano eleitoral é um apelo à compra de votos e, por isso, vamos processá-lo”, declarou.
A Resposta do Governo e o Impacto Financeiro
Além disso, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), criticou a proposta do governo, afirmando que o aumento de R$ 91 não seria suficiente para cobrir dívidas acumuladas pelas famílias. Ele comparou a situação ao governo Bolsonaro, que, segundo ele, havia proporcionado um aumento mais substancial no programa anterior.
A polêmica surge após uma representação do deputado Zé Trovão (PL-SC) no Tribunal Superior Eleitoral, questionando se o momento escolhido por Lula para anunciar o aumento não configuraria uma violação da Lei das Eleições, que proíbe a distribuição gratuita de bens em anos eleitorais. O ministro André Mendonça, do TSE, rejeitou a ação, e o governo se posiciona afirmando que não vê risco jurídico na medida.
O reajuste, que eleva o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, foi justificado pelo governo como uma recomposição da inflação. O impacto fiscal deste aumento é estimado em R$ 5,8 bilhões para o presente ano e R$ 22 bilhões até 2027. Os pagamentos com os valores reajustados começarão em outubro, com ajustes no Projeto de Lei Orçamentária Anual previstos para serem enviados ao Congresso.




