Política

PLP dos Combustíveis: Novos Benefícios para Fertilizantes e Minerais

Nova Versão do PLP dos Combustíveis

A relatora do PLP (Projeto de Lei Complementar) dos Combustíveis, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), apresentou nesta terça-feira (11) uma nova versão do projeto que busca atender não apenas às demandas do mercado de combustíveis, mas também ampliar seu escopo a minerais e fertilizantes. O texto passará por votação no plenário da Câmara nesta quarta-feira (12) e reflete um acordo entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governo, com o intuito de destravar a apreciação da proposta durante o esforço concentrado do Congresso.

Objetivos e Estrutura do Projeto

Originalmente, o PLP foi idealizado pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), visando permitir que renúncias de receita, destinadas a mitigar os impactos de choques internacionais de energia, fossem compensadas pelo aumento extraordinário da arrecadação com petróleo e gás. No novo texto, além de manter essa estrutura, Marussa Boldrin também introduz benefícios tributários voltados para a produção de fertilizantes e minerais críticos.

As novas diretrizes também se conectam com o agronegócio e a organização da Copa do Mundo feminina de 2027.

Benefícios Tributários e Impactos Esperados

Um dos principais destaques do novo relatório é a proposta de um crédito fiscal para projetos que envolvam a produção nacional de fertilizantes e suas matérias-primas até 2031. Esse benefício poderia alcançar até 20% dos gastos com produção, com um limite estabelecido em R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031. A possibilidade de ampliação desse limite em mais R$ 1 bilhão também está contemplada, desde que respeitadas as normas orçamentárias.

Entre os produtos beneficiados encontram-se a ureia, nitrato de amônio, além de matérias-primas como amônia e rocha fosfática.

Preparativos para a Copa do Mundo de 2027

Além dos aspectos voltados à energia e produção agrícola, o projeto também inclui incentivos para a Copa do Mundo feminina da FIFA, programada para ocorrer no Brasil em 2027. Segundo Marussa, essa medida é crucial para assegurar a segurança jurídica relacionada às isenções tributárias prometidas pelo Brasil às organizações responsáveis pelo evento. A relatora defende que essa ampliação é fundamental, uma vez que os efeitos da crise energética global impactam não apenas os combustíveis, mas também diversas cadeias de suprimento essenciais para cumprir compromissos assumidos pelo país em acordos internacionais.

Redação

Ricardo Motta
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