Prisões em Massa na Feira da Pavuna
Quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada na receptação e venda de celulares roubados e furtados foram detidos na Feira da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A operação, realizada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), ocorreu na noite desta segunda-feira, 11 de agosto de 2026, e resultou na apreensão de aproximadamente 60 aparelhos.
Além dos quatro presos, outras dez pessoas foram conduzidas para a unidade policial, demonstrando a complexidade e a abrangência do esquema criminoso.
A estratégia de venda dos celulares furtados era habilidosamente camuflada entre a movimentação da feira, o que dificultava a identificação imediata dos infratores.
Investigação Revela a Dinâmica do Crime
A investigação da DRCPIM revelou que os celulares que eram negociados na Feira da Pavuna provinham de roubos e furtos ocorridos na Região Metropolitana do Rio. Durante o monitoramento do local, os agentes identificaram a estratégia dos criminosos, que mantinham os aparelhos disfarçados e distribuídos em diversos pontos, permitindo uma operação móvel e rápida.
Essa dinâmica de venda incluía transações rápidas, onde os integrantes da quadrilha agiam de forma a evitar a fiscalização. A abordagem articulada do grupo expõe a necessidade de um controle mais rigoroso nas feiras livres, que muitas vezes se tornam ambientes propícios para práticas criminosas.
A Operação Rastreio e Seus Resultados
A ação realizada na Feira da Pavuna foi uma extensão da Operação Rastreio, um esforço contínuo para combater a cadeia criminosa relacionada a roubos e furtos de celulares.
Desde o início da operação, mais de 13.400 aparelhos foram recuperados, dos quais cerca de seis mil foram devolvidos aos seus legítimos proprietários. Além disso, mais de 930 suspeitos foram detidos.
Os celulares apreendidos passarão por uma perícia rigorosa para determinar sua origem e possiblitará a identificação de outras redes envolvidas na receptação.
Essa análise não só visa a responsabilização dos criminosos, mas também a reintegração dos itens aos seus proprietários, contribuindo assim para a redução da criminalidade na área e oferecendo um alívio para as vítimas desses crimes.





