Investimento e Capacidade de Tratamento
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) São Gonçalo está em um processo de modernização com um significativo investimento de aproximadamente R$ 120 milhões, conforme anunciado pela Águas do Rio. A nova estrutura aumentará a capacidade média de tratamento para 52 milhões de litros de esgoto por dia, o que equivale à capacidade de 21 piscinas olímpicas, beneficiando cerca de 300 mil habitantes da região.
Neste momento, as equipes estão focadas na construção de dois novos tanques de aeração, bem como de um novo decantador secundário.
Essas melhorias não apenas permitirão uma ampliação da capacidade de tratamento da estação, mas também promovem uma reforma completa na unidade, visando a automação dos processos e a modernização de equipamentos, bombas e motores, tudo para garantir uma operação mais eficiente e sustentável.
Importância da Modernização
O diretor-executivo da Águas do Rio, Diogo Freitas, enfatiza a relevância desta obra ao afirmar: “Esta é uma obra estratégica para o futuro de São Gonçalo. Não basta ampliar a coleta de esgoto, é preciso garantir que todo esse volume seja tratado com eficiência.” Segundo Freitas, esta modernização é interligada aos investimentos em novas redes e no coletor em tempo seco, essenciais para melhorar a qualidade de vida da população e preservar o meio ambiente.
O coletor em tempo seco desempenha um papel crucial, interceptando o esgoto lançado irregularmente em redes pluviais durante dias secos, direcionando-o para tratamento antes que alcance corpos hídricos, assim evitando a poluição e promovendo um ambiente mais saudável.
Sustentabilidade e Futuro
Além de melhorar a capacidade de tratamento, a modernização da ETE também facilitará o reaproveitamento do esgoto tratado. A estação terá a possibilidade de fornecer água de reúso ao Complexo de Energias Boa Ventura, colaborando para a conservação dos recursos hídricos locais.
Isso é particularmente importante na luta contra a poluição da Baía de Guanabara, uma preocupação ambiental significativa na região.
Os investimentos no coletor em tempo seco já superaram 60% de implantação das redes, com uma nova unidade de captação em construção nas margens do Rio Brandoas. Estas iniciativas não apenas ajudam na recuperação ambiental, mas também promovem a saúde pública e fomentam o desenvolvimento sustentável do município.





