Prisão de Tenente-Coronel por Crimes de Violência Doméstica
O tenente-coronel da Polícia Militar, Odair Vianna, foi preso sob suspeita de manter sua ex-mulher em cárcere privado e tentar estuprá-la no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O flagrante ocorreu na quarta-feira, quando a vítima, também policial militar, procurou o batalhão e denunciou os abusos ao setor de inteligência da corporação, conhecido como P2.
O vínculo entre Odair e a mulher perdurou por oito anos, durante os quais tentaram uma reconciliação.
No entanto, na noite de terça-feira, o tenente-coronel foi à residência da ex-companheira e permaneceu no imóvel contra a vontade dela até o dia seguinte. Após conseguir sair do local, a mulher buscou ajuda e relatou o ocorrido, causando a prisão em flagrante junto à 42ª DP (Recreio). Importante frisar que a policial já possuía uma medida protetiva contra Odair, expedida em 2023.
Defesa do Tenente-Coronel e Nota da Autoridade Policial
O advogado Sandro Figueiredo comentou o caso, enfatizando que a decisão pela prisão em flagrante foi baseada no testemunho da mulher e uma escuta ambiental que registrou uma troca de ofensas entre os dois. O defensor destacou que a defesa pretende recorrer para restabelecer a liberdade de Odair, alegando que não há fundamentos suficientes para mantê-lo preso cautelarmente.
Sandro argumentou que as circunstâncias pessoais do coronel, como ter residência fixa e ser um funcionário público, deveriam ser levadas em conta, justificando que medidas alternativas, como proibição de contato e suspensão de porte de arma, seriam mais adequadas.
Para ele, a prisão deve ser um recurso extremo, usado somente quando absolutamente necessário.
Nota das Autoridades Policiais
Segundo a 42ª DP, Odair foi autuado por crimes que incluem violência doméstica, violência psicológica, tentativa de estupro e cárcere privado qualificado. O caso seguirá para o judiciário.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) anunciou a criação de um procedimento para investigar a situação.
Odair permanece preso na Unidade Prisional da Corporação, em Niterói. A Policial Militar que denunciou o caso está recebendo suporte da Patrulha Maria da Penha — Guardiões da Vida, um programa voltado para a proteção de vítimas de violência doméstica.





