Na quinta-feira, 20 de outubro, um forte terremoto de magnitude 6,7 abalou a região de Ayacucho, no sul do Peru. O tremor foi sentido em várias partes do país, incluindo a capital, Lima, causando grande preocupação entre os moradores. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o evento sísmico ocorreu às 13h, horário local, a uma profundidade de 99 quilômetros.
O epicentro foi localizado nas proximidades da cidade de Coracora, na província de Parinacochas. No entanto, o Instituto Geofísico do Peru (IGP) reportou a magnitude do terremoto como 7,2, com uma profundidade de 108 quilômetros e epicentro a 35 quilômetros ao norte de Coracora. Essa discrepância nos dados se deve ao fato de que as instituições utilizam diferentes redes de monitoramento e métodos para calcular os parâmetros sísmicos.
O Centro de Operações de Emergência Nacional do Peru (COEN) informou que o tremor foi sentido com forte intensidade em diversos distritos da província de Parinacochas, sobretudo em áreas mais próximas ao epicentro. Hernando Tavera, chefe do IGP, explicou que devido à sua profundidade, o terremoto foi percebido em uma área extensa, levando moradores de cidades como Arequipa, Abancay e até mesmo Lima, a deixar suas casas e procurar abrigo nas ruas durante o tremor.
Até o momento, os primeiros relatórios não indicam mortes ou feridos relacionados ao evento sísmico. Contudo, as autoridades locais iniciaram inspeções em busca de danos, principalmente em comunidades próximas a Coracora, onde a vulnerabilidade das construções levantou preocupações.
Tony Reyes Anampa, prefeito da província de Parinacochas, fez um apelo ao governo regional e nacional, destacando a fragilidade das construções na área. Muitas residências são construídas com blocos de terra e coberturas de chapa metálica, materiais que são suscetíveis a danos durante abalos sísmicos.
Brigadas e equipes de emergência foram enviadas para as regiões ao norte de Coracora para monitorar a situação. Embora relatórios iniciais não tenham identificado danos significativos, as inspeções continuaram em andamento.
A Direção de Hidrografia e Navegação da Marinha do Peru informou que o terremoto não gerou alerta de tsunami para a costa do país. O USGS, por sua vez, categoricamente classificou o alerta inicial relacionado a potenciais perdas humanas e econômicas como verde, o nível mais baixo em sua escala de impacto. O órgão estimou também que havia pouca ou nenhuma área exposta ao risco de deslizamentos ou liquefação em decorrência do tremor.
Por enquanto, a população segue atenta, e a resposta contínua das autoridades se torna primordial para garantir a segurança das comunidades afetadas.





