A polícia prendeu nesta segunda (5) três suspeitos de furtar uma SUV na Barra da Tijuca. Segundo as investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca), o veículo foi levado para o Morro da Serrinha, em Madureira, onde William Yvens da Silva, o Coelhão, de 35 anos, apontado pela Polícia Civil como suspeito de receptar carros de luxo furtados, teria comprado o veículo, duas pistolas, um telefone e um notebook do Tribunal de Justiça do Estado do Rio por 8 000 reais.
Homem de confiança de Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, chefe do tráfico do Morro da Serrinha, em Madureira, e integrante da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Coelhão também é citado em investigações sobre crimes cometidos por traficantes da comunidade. Ele e Lacoste respondem juntos a um processo pela morte de um motorista de aplicativo.
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O nome de Coelhão também aparece em investigações relacionadas à invasão do Morro do Fubá, em Campinho, em outubro de 2024. Na ocasião, traficantes da Serrinha teriam invadido a comunidade, controlada por um grupo rival. Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), o motivo da ação estaria relacionado ao fato de Matheus Andrade de Freitas, morador do Fubá, viver e trabalhar em uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho.
Matheus foi morto pelos criminosos e, segundo os agentes, teve o corpo esquartejado. Após o crime, os traficantes divulgaram nas redes sociais um vídeo da execução. Em janeiro de 2025, a Polícia Civil indiciou seis traficantes pela morte do jovem.
Segundo a investigação, a divulgação das imagens provocou a reação de Coelhão, um dos chefes do tráfico na Serrinha. Em um áudio obtido pela polícia, ele teria repreendido integrantes do grupo responsáveis por gravar e compartilhar o vídeo.
A investigação sobre a morte de Matheus apontou ainda que o jovem havia sido criado no Morro do Fubá e, cerca de um mês antes de desaparecer, tornou-se sócio de uma pizzaria na entrada da comunidade Jorge Turco, área dominada pelo Comando Vermelho. Para a polícia, a ligação com uma região controlada por uma facção rival teria motivado o crime.
Além do caso envolvendo a morte do motorista de aplicativo, Coelhão é suspeito, segundo a Polícia Civil, de participar de outros ataques contra comunidades controladas por grupos rivais.
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há pelo menos um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em nome de William Yvens da Silva, o Coelhão.





