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Mulher presa por aplicar golpes com pacotes de viagem falsos no Rio

Fraude com pacotes de viagens

Uma mulher, identificada como Vitória da Cunha Ferreira Alvim, foi presa recentemente sob suspeita de ter aplicado golpes milionários com pacotes de viagens falsos no Rio de Janeiro. A prisão aconteceu na manhã de hoje, 24 de agosto de 2026, após investigações que revelaram a gravidade do esquema.

Segundo as autoridades, Vitória utilizava uma empresa de turismo, que estava formalmente constituída, para criar a aparência de legitimidade necessária ao seu golpe. A agência anunciava e comercializava diversos pacotes de viagens, tanto nacionais quanto internacionais, prometendo uma organização completa das viagens, incluindo passagens aéreas, hospedagem e reservas.

Como funcionava o golpe

As vítimas, atraídas pelas ofertas aparentemente vantajosas, fechavam negócios, assinavam contratos e pagavam os valores totais via PIX.

A partir desse momento, Vitória deixava de prestar qualquer tipo de serviço. Nenhuma passagem era emitida, nem reservas eram feitas, e os contatos com as vítimas eram gradualmente ignorados.

À medida que a data da viagem se aproximava, as vítimas começavam a solicitar vouchers e comprovantes de reserva. Foi nesse momento que muitos perceberam a fraude, ao descobrir que os hotéis e serviços que acreditavam ter contratado não tinham registro na empresa ou na suspeita.

Um dos relatos aponta que uma vítima perdeu mais de R$ 8.700,00 devido ao golpe.

Investigações e prisões

Conforme a investigação da 41ª DP (Delegacia do Tanque), a análise dos contratos, comprovantes de pagamento e o padrão de reiteração em diversas transações indicaram que Vitória tinha consciência plena do ato fraudulento desde o início. A Polícia Civil destacou que a iminência de um descumprimento contratual não se trata apenas de uma questão cível, mas caracteriza estelionato. Ao afirmar que a intenção de não cumprir os contratos precedia a celebração dos mesmos, a polícia reforçou a gravidade do ato.

A Justiça decretou a prisão preventiva da acusada, considerando o risco de reiteração de delitos caso ela permanecesse em liberdade.

A equipe de reportagem busca contato com a defesa de Vitória da Cunha Ferreira Alvim, que, até o momento, não se manifestou.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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