Introdução ao Plano Local de Ação Climática
Nova Iguaçu iniciou a construção de um inovador plano para abordar as mudanças climáticas em sua região. A proposta visa definir ações eficazes de prevenção e adaptação aos impactos climáticos que o município enfrenta. Na última sexta-feira (28), foi realizada uma oficina participativa no auditório do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni), reunindo representantes do governo local e da sociedade civil, a fim de identificar vulnerabilidades e os fenômenos climáticos mais significativos que afetam a cidade.
O evento contou com a participação de mais de 70 pessoas que discutiram questões cruciais, como as inundações, que foram destacadas como uma das principais prioridades a serem enfrentadas.
As sugestões e contribuições recebidas nesse encontro serão fundamentais para a elaboração do diagnóstico climático do município e para a definição de medidas que integrarão o Plano Local de Ação Climática (PLAC).
Parceria e Objetivos do Programa
A atividade é parte do Programa Ambiente Resiliente, uma iniciativa promovida pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro em conjunto com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). O principal objetivo é apoiar os municípios na formulação de estratégias que visem mitigar os efeitos das mudanças climáticas e elevar a resiliência das comunidades.
O prefeito Dudu Reina enfatizou a importância desse plano, afirmando que ele permitirá ao município preparar-se melhor para os impactos dos eventos climáticos. Ao ouvir as vozes dos cidadãos que enfrentam esses problemas diariamente, ele acredita que a cidade poderá criar políticas públicas mais efetivas e capazes de promover a resiliência.
Importância da Participação Popular
Durante a oficina, foi evidenciada a relevância da participação da sociedade civil.
Edgar Martins, secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, ressaltou que as contribuições da comunidade são vitais para a construção de ações governamentais que realmente atendam às necessidades da população. Ele ressaltou que transformar discussões em ações concretas é uma prioridade.
Jorge Ribeiro Lopes, secretário municipal de Defesa Civil, complementou destacando que ouvir a população é fundamental para aprimorar as estratégias de prevenção e resposta a desastres climáticos. Segundo ele, as contribuições da oficina podem influenciar a implementação de mudanças nas estratégias já existentes no plano de contingência do município.
O Papel do ONU-Habitat na Iniciativa
Nova Iguaçu foi selecionada entre 34 municípios do estado para executar essa importante iniciativa.
Tatiane Brasil, analista de programas da ONU-Habitat, explicou que a metodologia CityRAP será utilizada para apoiar a definição de estratégias de adaptação. Essa abordagem combina informações técnicas com a participação ativa da comunidade, garantindo que as ações planejadas sejam pertinentes à realidade local.
A próxima etapa do processo está agendada para novembro, com uma nova oficina dedicada à priorização das ações que farão parte do PLAC. O plano abrangerá diversas áreas da administração municipal — incluindo Agricultura, Saúde, Educação e Defesa Civil — e contará novamente com a participação da população, essencial para garantir que as medidas sejam adequadas.
A parceria entre Nova Iguaçu e ONU-Habitat foi formalizada em março, no âmbito do projeto Rio Inclusivo e Sustentável, com previsão de duração de um ano para essa fase inicial.
O foco será na construção de soluções que respondam aos desafios emergentes relacionados às mudanças climáticas na região.





