Política

PF aponta relação política entre Mendonça e Messias

Relatório da PF revela inação da AGU

O recente relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que serve de base para as acusações do ministro Alexandre de Moraes contra o advogado-geral da União, André Mendonça, trouxe à tona questões preocupantes sobre a relação entre Mendonça e Jorge Messias, o atual advogado-geral.

Segundo o relatório, a PF notou que Messias não teria recorrido de decisões do relator em casos importantes, como os do INSS e do Banco Master. Isso levanta a suspeita de que a relação política entre os dois influenciou as decisões do advogado-geral.

A recusa da AGU e a influência política

A PF tentou envolver a AGU no processo, buscando reverter a decisão de Mendonça, que requisitou dados brutos das investigações. No entanto, a AGU mostrou resistência em alterar essa estratégia.

O relatório destaca que a recusa da AGU em recorrer é melhor explicada pela “preservação de relação política” entre Messias e Mendonça.

A PF documentou gestos de apoio público do relator à indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode ter influenciado sua posição.

Cenários levantados pela Polícia Federal

O relatório apresenta quatro cenários diferentes para explicar a decisão da AGU. Além do acima mencionado, as outras hipóteses incluem:

  • Uma possível convicção jurídica de que o recurso não é cabível;
  • Cautela em litigar contra um ministro do STF;
  • Avaliação de que um recurso poderia ser interpretado como uma tentativa do governo de proteger Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de investigações.

O primeiro cenário é considerado o mais convincente, apontando para a influência das relações pessoais na tomada de decisões na esfera pública.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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