Cinco pessoas foram detidas pelo roubo, em setembro, de dois quadros do Museu Renoir de Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa, informou uma fonte próxima à investigação nesta quarta-feira, 7, à agência de notícias AFP.
Em 8 de setembro, dois ladrões entraram no museu dedicado ao pintor impressionista Auguste Renoir no sul da França, serraram os suportes de quatro quadros e fugiram com dois, abandonando os outros no jardim.
Segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, o grupo, “bem equipado e bem informado”, abriu um buraco na cerca para entrar no parque arborizado da propriedade e depois cortou uma vidraça para acesso ao prédio, antes de cortar os suportes das molduras com uma serra elétrica para metais.
As duas obras que foram roubadas são Retrato de Madame Colonna Romano (1910) e Jeune fille au puits (1886). O valor das obras alcança 9 milhões de euros, equivalente a cerca de 53 milhões de reais. Os dois quadros ainda estão desaparecidos.
Criado em 1960, o museu, perto de Nice, fica na última casa em que Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) morou. Além do mobiliário original, expõe objetos e móveis que pertenceram ao pintor francês, incluindo seu cavalete e sua cadeira de rodas, assim como retratos, paisagens e nus criados pelo artista.
O roubo aconteceu quase um ano após o assalto ao Louvre, o museu mais visitado do mundo, em pleno centro de Paris, durante o qual foram subtraídas oito joias da Coroa da França, que continuam desaparecidas.
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O pintor francês já havia sido alvo de um roubo recente em território europeu. Em agosto, a polícia italiana recuperou três pinturas de Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse que haviam sido roubadas em março da Fundação Magnani Rocca, nos arredores de Parma, no norte da Itália.





